GRÁFICOS DA CUNHA FACCHINI REPROVAM ATAQUE PATRONAL E PROMETEM LUTAR COM O SINDIGRÁFICOS

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Enquanto acontecia assembleias coletivas entre sindicatos dos gráficos no Noroeste do Estado, nesta quarta-feira (4), parte dos sindicalistas do órgão de classe de Jundiaí (Sindigráficos) promovia outra assembleia com os trabalhadores da empresa Cunha Facchini, situada em Itupeva, que cruzaram os braços para ouvir os sindicalistas falarem da proposta patronal contra direitos e salários da categoria em todo o Estado. Os empresários querem tirar a PLR, reduzir em cerca de R$ 400 o salário do pessoal do Acabamento, baixar os maiores salários nas empresas, e diminuir em 15% o adicional noturno. A proposta foi batizada pelos  sindicatos de “pacote de maldades patronal”. Todos os funcionários da Cunha Facchini ficaram revoltados e reprovaram tal pacote ‘maldito’. 

cunha3Além disso, depois da fala dos sindicalistas sobre a necessidade da adesão dos gráficos em novas ações mais intensivas, se o sindicato patronal não recuar do tal pacote, os trabalhadores decidiram anunciar que entrarão na briga também, a fim de evitaram perder direitos e o dinheiro com o ‘pacote de maldades’. “O Sindigráficos sozinho sem toda união, articulação e mobilização dos trabalhadores fica bastante limitado na hora de negociar com os empresários, mas, quando todos entram na briga ao nosso lado, a categoria fica com mais força para brigar pela manutenção e avanço nas referidas negociações”, informou Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos que coordenou a assembleia no local.

cunha4O sindicalista também ouviu denúncias dos trabalhadores sobre o nível de calor excessivo dentro do pavilhão da produção da Cunha Facchini. Jurandir aproveitou para informar aos gráficos que já está trabalhando no caso e pedirá em breve para a empresa adequar a situação, em face da elevação das temperaturas com o advento das mudanças climáticas. Ele informou ainda que reclamações sobre esta questão aumentam com o passar do tempo, e que as empresas precisarão se adequar ao caso. “Se as empresas não se ajustarem, o calor excessivo é um dos critérios que dar ao trabalho o direito de receber o adicional de insalubridade”, diz Jurandir, ressaltando que, se for o caso, solicitará por via judicial.  O problema de água também será debatido com a empresa. A quantidade limita de bebedouros e a temperatura da água já foi inclusive motivo que levou, no passado, os trabalhadores a cruzarem os braços por dias.