GRÁFICOS DA EMEPE E CCL ENTRAM NA LUTA CONTRA MALDADE PATRONAL E EXIGEM DIREITOS E SALÁRIOS

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Mais gráficos engrossam o bloco dos trabalhadores insatisfeitos com a ofensiva dos patrões contra os direitos e salário da categoria. Agora foi a vez dos funcionários da Emepe e da CCL, com aproximadamente 240 empregados por empresa, em média, situadas na cidade de Vinhedo, na área de atual do Sindicato dos Gráficos de Jundiaí (Sindigráficos). As assembleias foram realizadas na última sexta-feira (6), um dia após os gráficos da empresa Cunha Facchinni, localizada em Itupeva, cruzaram também os braços para ouvirem o Sindicato expor o desejo dos patrões de querem excluir PLR, rebaixar o salário do pessoal do setor de Acabamento, reduzir em 15% o adicional noturno e reduzir os maiores salários nas empresas. Os empresários ainda querem rebaixar o salário de todos frente à inflação. A inflação é de 10,33%, mas só querem dar 7% e em duas vezes (4% em novembro e 3% em maio de 2016). Ao saber do pacote de maldades patronal, o movimento contra tal ofensiva cresce na categoria e todos os trabalhadores, por onde houve assembleias, rechaçaram o desejo do patronal e prometem reagir se não mudarem de posição na rodada de negociação, que será realizada nesta terça (10), em São Paulo. 

emepe2Os empresários usam a crise para tentar arrancar direitos e salário dos trabalhadores, mas, em muitos casos, parece não existir tal crise. “Aqui, na Emepe, trabalhamos todos os sábados e domingos, é serviço direto”, contou o gráfico da empresa, Antônio ‘Tonhão’. Ele é diretor de base do Sindigráficos e alerta a categoria que não há razão para arrochar trabalhadores. Eis a razão de todos os gráficos do 2º turno da Emepe reprovaram o pacote de maldades patronal na assembleia de sexta. A posição dos empregados é uma clara demonstração aos empresários de que não terá redução de direitos no grito. Tonhão lembrou ainda que é um absurdo os patrões negaram até a recomposição salarial, que já está em 10,33%. “Recompor o salário é o mínimo que devem fazer por nós que damos a eles o serviço prontinho e de qualidade”, ressaltou.

ccl2Como os patrões querem negar a recomposição salarial e ainda excluir direitos históricos da categoria, os gráficos da CCL também entraram na briga pela garantia dos direitos e pela justa recomposição salarial. Esta posição foi dada durante a assembleia também na sexta, logo depois da realizada na Emepe. “Todos deram um NÃO ao pacote de maldade dos patrões”, frisou Valdir Ramos, diretor do Sindigráficos. Outro sindicalista presente nas assembleias, Oswaldo Santesco, parabenizou a reação da categoria e disse estar otimista com o movimento de reação dos gráficos contra a ofensiva patronal aos direitos e salários dos trabalhadores. Esta mesma avaliação foi feita pelo sindicalista Aparecida Morales.

ccl3“A onda de revolta cresce em todas as gráficas em que fazermos essas assembleias. O trabalho está sendo bem feito e com a união de todos os sindicalistas e trabalhadores avançaremos, pois, juntos, somos mais fortes”, disse o assessor do sindicato, João Adriano. Nesta lógica, com o aumento das assembleias na região de Jundiaí e também noutras regiões do Estado, que já estão acontecendo através da iniciativa dos outros sindicatos da classe, puxados pela Federação Estadual, a reação fica mais forte a cada dia. “Se continuar assim, e se o patronal manter esse pacote de maldades, a reação será intensificada e logo surgirão estratégicas mais duras nas empresas”, avisa Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. O presidente da entidade, Leandro Rodrigues, apela para o bom senso patronal e pede que apresente uma proposta justa na rodada de negociação de terça, mas, se não ocorrer, adianta que ampliará as estratégias e com mais fortes nas empresas.