GRÁFICOS DA REGIÃO DE JAÚ REPROVAM ATAQUE PATRONAL E DECIDEM LUTAR POR DIREITOS E SALARIOS

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Na última quarta-feira (4), os gráficos da Empresa Jauense, no Noroeste de São Paulo, revoltaram-se ao ouvir da comitiva de vários Sindicatos dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas (STIG) no Estado, liderado pelo STIG de Jaú, presidido por Ademir Prioli, qual a intenção dos empresários em relação à retirada de direitos e redução dos salários. A categoria está em campanha salarial coletiva no Estado e, ainda assim, o sindicato patronal decidiu usar a justificativa da crise financeira para ousar arrancar a PLR, reduzir R$ 400 dos gráficos do Acabamento, diminuir os maiores salários na empresa e baixar em 15% do valor do adicional noturno. O reajuste salarial também será atacado pelo patrões. A inflação dos últimos 12 meses é de quase 10%, mas os donos das gráficas decidiram dar só 7% e em parcelas (4% em novembro e 3% em maio/2016). Os trabalhadores da Jauense repudiaram o ataque patronal  aos direitos e salários da classe. E, juntos aos STIG Jaú, Baurú, Jundiaí, Guarulhos, Taubaté e Presidente Prudente, e os demais STIGs ligados à Federação Estadual da categoria (FTIGESP), além de sindicatos parceiros (Papel e Papelão, Calçados e Sinergia de Jaú), presentes na assembleia, os gráficos exigiram ganho real no salarial e mais direitos.

Jau 1“Vamos para a briga agora pelo nosso ganho real no reajuste salarial e sem parcelamento”, endossou o presidente do STIG Jaú, aminado com a participação e a decisão acertada dos trabalhadores na assembleia. A cada dia e atividade pelo estado o movimento dos gráficos cresce em defesa dos direitos e salários. “A posição dos trabalhadores é a parcela mais importante nesta briga de força contra a pressão dos empresários. E a vontade de luta da categoria nas empresas por onde passamos mostra que ganhamos força para buscar reverter o ‘pacote de maldades patronal’ com a intenção de precarizar os nossos direitos e salários”, diz otimista o presidente do STIG Taubaté, Sandro Ramos, presente no ato.

Os STIGs Bauru e Presidente Prudente, presididos, respectivamente, por Amilton Kauffman e Nogueira, também apoiaram a ação sindical na porta da Jauense junto aos trabalhadores da empresa. Eles avaliaram que essa onda de revolta dos gráficos, que pode ser facilmente visto no semblante dos funcionários ao saber da proposta patronal, continuará crescendo e com mais consistência, a cada dia por onde as assembleias são realizadas. Um dos exemplos ocorreu um dia antes na atividade na empresa Tilibra, em Bauru, com uma forte reação dos empregados ao reprovar o pacote de maldades e reivindicar ganho real e direitos.

Além da grande participação dos trabalhadores e de vários STIGs, as assembleias estão sendo marcadas pela solidariedade entre categorias profissionais. “Esta participação solidária da classe trabalhadora será um elemento importante para fortalecer a ação para impedir o ataque do patronal aos direitos e salários dos gráficos”, frisou o dirigente da CUT regional de Jaú e do Sindicato da Sinergia da cidade, Francisco ‘Chicão’. O dirigente do Sindicato de Calçados do município, também presente na assembleia na Jauense, reforçou o mesmo apoio e ficou à disposição da categoria contra a pressão dos empresários. “Essa cultura de junção entre os sindicatos dos gráficos, e com a participação de mais sindicatos fortalecerá a luta para buscar a pauta de reivindicação dos gráficos”, pontuou Claudemir, dirigente do Sindicato do Papel e Papelão do local.

O presidente do STIG Guarulhos, Francisco Wirton, presente em todas as assembleias realizadas até agora em todas as regiões do Estado, avaliou que tem sido produtiva as ações coletivas dos STIGs por onde passou e as atividades serão intensificadas, e ainda mais, em caso de insistência do patronal com o pacote de maldades contra os gráficos. O cenário de unidade, articulação, mobilização e revolta da categoria é um componente que eleva e fortalece a campanha unificada dos gráficos do Estado. E este cenário será posto na nova rodada de negociação, nesta terça-feira (10), com o sindicato patronal, na capital paulista.