GRÁFICOS SE SOMAM AS CATEGORIAS NESTA QUINTA CONTRA O AJUSTE FISCAL E PELA DEMOCRACIA

prot1 prot2 prot3

Em menor número que noutros protestos, os ditos paladinos da ética da política brasileira, formado pela conhecida parcela social endinheirada, composta por patrões e outras elites e não por trabalhadores, foram às ruas no domingo pedir a saída de Dilma da Presidência da República. E a razão para isso, segundo eles, é a corrupção. A bronca é que nenhum deles mostrou indignação diante da recente aprovação  pelos deputados do financiamento privado de campanha eleitoral, que é a causa principal da corrupção histórica na política do País. Será que a bronca verdadeira dessa elite é ser governada por setores não conservadores? O fato é que a classe trabalhadora é a maior parcela social brasileira (é a massa: massa esta que fez falta nas manifestações de domingo), mas sempre foram e são mais frágil devido a ganância dessas elites. Porém, esta mesma parcela trabalhadora viu a vida melhorar nos últimos anos sob o comando do governo fora da mão dessas elites. E é bem verdade que a classe trabalhadora não aceita a retirada dessas conquistas, seja pela vontade da direita ou esquerda, mas, independente disso, o trabalhador não será enganado pelas elites a apoiar o fim do governo eleito por eles. 

prot5“O Brasil está em crise econômica sim, assim como está todo o planeta. E O GOVERNO ERROU POR MEXER EM DIREITOS TRABALHISTAS para pagar a conta da crise. MAS GOLPISMO NÃO, sobretudo contra o governo que tem um lado, e esse lado foi (e deve continuar sendo) o dos trabalhadores, melhorando a vida do povo, com emprego e renda, moradia, alimentação, escolaridade e etc.” ressalta Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí e Região  (Sindigráficos).

prot4Assim, o dirigente fala que em favor da democracia e pela defesa dos direitos dos trabalhadores, o Sindigráficos participa e convoca toda a categoria para a manifestação popular no Largo do Batata, em Pinheiros, na cidade de São Paulo, às 17h. O protesto é encabeçado por várias entidades do movimento social e sindical, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Em todo Brasil haverá manifestações em prol da democracia e dos direitos trabalhistas.

“Não vi ninguém nas passeatas de domingo pedir o fim da rotatividade no emprego, pedir a manutenção das vagas de trabalho diante da crise, ou ser contra o projeto de lei de terceirização do nosso trabalho. Não tinha ninguém defendendo a volta de direitos recém retirados no seguro desemprego, abono salarial, por exemplo” diz Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos, explicando que por isso vai ao protesto desta quinta, já que será voltada para os trabalhadores e não para os patrões ou outras elites chateadas com o governo do Partido dos Trabalhadores.

prot6O diretor disse que também está chateado pelo erro do governo em pagar a conta da crise somente em cima dos trabalhadores, com a retirada de direitos, arquitetada pelo ministro da Fazenda Joaquim Levi, mas também sabe o quanto a vida melhorou antes da crise com as políticas públicas desses governos de Dilma e de Lula principalmente. “O trabalhador passou a ter voz e vez. E é isso que incomoda os patrões e as outras elites brasileiras”, fala Jurandir, dizendo que por isso se manifestará em favor da continuidade da presidente Dilma no Poder, mas em defesa dos direitos trabalhistas.

“Somos contra os erros da presidente Dilma no comando de políticas econômicas, principalmente naquelas que favoreceram os empresários através da redução de folha, sem a melhoria efetiva aos trabalhadores”, diz Valdir Ramos, diretor do Sindigráficos, defendendo que tal conta da crise financeira deve ser paga por quem mais tem e não pela camada de baixo. O sindicalista critica a retirada de direitos trabalhistas ou qualquer outra medida de austeridade fiscal sobre os trabalhadores para pagar a conta da crise, e reivindica a taxação imediata das grandes fortunas e dos bancos, além da saída do atual ministro Levi. No entanto, Valdir ressalta que não se muda a regra do jogo depois do início. ISSO É GOLPE! Ou seja, Dilma deve ficar na Presidência até o fim do mandato eleito pelo povo! E os incomodados que se organizem e mostram boas propostas para que a sociedade possa elegê-los em 2018 – quando ocorre a nova eleição.