INAPEL MANTÉM PISO SALARIAL MAIOR QUE OUTRAS GRÁFICAS E RECOMPÕE RENDA DE GRÁFICOS EM ACORDO COM SINDICATO

A pandemia, se depender do Sindigráficos, não pode e nem vai ser usada como desculpa para arrochar a renda dos gráficos nesta crise. A entidade defende que a situação precisa ser analisada detalhadamente. É preciso verificar a condição de cada empresa. Na Inapel, por exemplo, apesar de ter tido algum impacto em seu desempenho, observou-se a possibilidade de não só manter o piso salarial dos trabalhadores acima das gráficas de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região, como também definir formas para os gráficos não continuarem sem o reajuste salarial diante da inflação anual.

“De setembro de 2019, quando houve o último reajuste salarial, até agosto deste ano, a renda dos gráficos foi corroída por uma inflação de 2,94%. A Inapel alegava dificuldades para aumentar de imediato. Mas era preciso fazer alguma coisa para recuperá-lo, mesmo com a pandemia, porque as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores são maiores e a data-base foi 1ª de setembro”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

Desse modo, a partir da data-base da classe, ou seja, 1º de setembro de 2020, todos os gráficos passam a receber até o final deste ano, inclusive no 13º salário, um abono financeiro mensal de 2,94% sobre o seu salário. A partir de janeiro de 2021, os 2,94% passam a ser incorporados direto no salário de cada trabalhador, independentemente da sua faixa salarial. “O que não podia era o gráfico ficar sem receber nada a mais de setembro a dezembro devido à pandemia, como vem defendendo o sindicato dos donos de gráficos. O abono é uma forma de evitar isto”, justifica Leandro.

Com esse reajuste de 2,94%, em forma de abono inicialmente, e depois incorporado ao salário, o piso salarial praticado na Inapel continua sendo o maior dentre todas as gráficas de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região. “A menor remuneração na empresa subiu para R$ 1.739,27. Já o piso nas outras gráficas, enquanto o patronal insiste em não conceder o aumento, continua em R$ 1.674,20, sendo preciso reajustar também”, fala Leandro.

Embora pareça pouco o reajuste de 2,94%, o Sindigráficos garante para os trabalhadores da Inapel que não é. Em uma simulação feita pelo órgão sindical, levando em conta quem recebe salário de R$ 2,3 mil, o prejuízo anual do trabalhador seria de R$ 879,06. Este seria o valor a menos que o gráfico deixaria de receber até agosto de 2021, se não tivesse agora tal reajuste da sua renda. A maioria esmagadora dos empregados da Inapel perceberam a condição colocada, aprovando através de votação secreta o acordo de reajuste salarial. Juntos somos mais fortes. Sindicalizem-se!