INSPEÇÃO NA BILLPRESS CONSTATA RISCO À SAÚDE DO GRÁFICO FRENTE O ODOR E INALAÇÃO DE AGENTE QUÍMICO

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Há cinco anos no segmento de embalagens laminadas para a indústria farmacêutica, onde foi inclusive uma das fornecedoras da multinacional Bilquer, a nova direção da gráfica Billpress em Itupeva terá de enfrentar um problema de exaustão no interior da empresa para não prejudicar a saúde dos gráficos. Se não corrigir, terá de pagar a eles um adicional de insalubridade mensal. O problema, que tem provocado a concentração de um forte odor no local de trabalho e a inalação de agentes químicos pelos trabalhadores, foi constatado pela engenheira Ambiental, Sueli Aparecida, especializada em Segurança do Trabalho, que é assessora técnica do Sindicato da categoria em Jundiaí e na região (Sindigráficos). A inspeção foi realizada a poucos dias com a presença dos diretores da empresa e do presidente do sindicato, Leandro Rodrigues. O assédio moral de chefias contra funcionários para ampliar a jornada de trabalho e operar ilegalmente máquinas simultaneamente, além do controle do uso de banheiros também foi abordado em reuniões com a empresa.

2Diante da constatação no último dia 27 da falta de exaustão adequada, a Billpress logo garantiu a correção paliativa do problema imediatamente e apresentará um plano de adequação geral e definitiva nos próximos dias. “Uma máquina laminadora foi localizada como o foco do problema pela engenheira Ambiental depois dela realizar a inspeção em todos os ambientes de trabalho na empresa, onde se constatou a grave ameaça à saúde dos trabalhadores com relação à concentração do forte odor e inalação dos agentes químicos no interior da empresa”, fala Rodrigues.

3A Billpress se comprometeu em reposicionar de local a referida máquina e instalar nela o equipamento pertinente para solucionar o problema. O prazo acordado venceu sábado (8) e o sindicato voltará à empresa para verificar se a questão foi sanada. Independente da ação emergencial e da solução, o Sindicato exigiu e a gráfica se comprometeu em montar um calendário de reformas estruturais para qualificar o sistema de exaustão. A lista dos produtos químicos usados pela empresa será apresentada aos sindicalistas e mais os laudos técnicos ambientais e de saúde. “Esta pauta já foi acordada com a empresa” diz o advogado do Sindigráficos, Luis Carlos Laurindo, aguardando o envio efetivo de todos documentos.

4Em relação às denúncias dos gráficos ao sindicato de que a prática de assédio moral tem acontecido com frequência na Billpress e que ocorre de várias formas, foi negado pela direção da empresa. “Os empresários garantiram que este abuso não integra a política de gestão no local”, diz Valdir Ramos, diretor do Sindicato. Apesar da informação dos patrões, a entidade de classe fez questão que a Billpress faça uma nova apuração sobre os problemas citados referente à pressão para ampliar a jornada de trabalho e para operar várias máquinas simultaneamente, o que não é permitido dentro do setor, além do controle da utilização de banheiros. A gráfica aceitou e repassará o resultado da nova apuração em breve.