JUIZ CONDENA GRÁFICA EMEPÊ A REFAZER ELEIÇÃO DA CIPA E REINTEGRAR UM CIPEIRO DEMITIDO DO EMPREGO

Em poucas semanas, os 260 gráficos da Emepê, em Vinhedo, tiveram que participar de duas eleições para Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) na empresa. A primeira foi anulada por ordem judicial porque violou direitos trabalhistas. A empresa demitiu um dos cipeiros do antigo mandato, quando ainda estava em exercício, inviabilizando a sua candidatura para a eleição da nova Cipa. Cada mandato dura um ano. A lei proíbe a demissão de cipeiro. Ele tem estabilidade temporária no emprego durante o seu mandato e até um ano depois. Apesar disso, houve a demissão e foi feita a eleição para os membros da Cipa 2017. A irregularidade logo foi levada para a Justiça do Trabalho em Vinhedo. A diretoria do Sindicato da categoria (Sindigráficos) garantiu apoio ao cipeiro demitido e seu jurista. A Emepê, por sua vez, acabou sendo obrigada a reintegrá-lo ao emprego e refazer a eleição, ambas ações já realizadas, sendo agora o trabalhador, antes injustiçado, eleito com mais votos para nova Cipa. “Após reintegrado, o trabalhador se candidatou na nova eleição da Cipa, realizada no início de janeiro. Os trabalhadores votaram em peso nele”, celebra Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, parabenizando a consciência de classe da categoria na empresa. O dirigente também congratula o juiz da Vara do Trabalho em Vinhedo pela justa sentença.

Desde o princípio, o Sindigráficos se negou a homologar a rescisão do contrato de trabalho do cipeiro, quando na ocasião de seu desligamento, bem como deu orientação jurídica para o restabelecimento ao emprego. “Apesar de tudo terminar bem, ficou evidente tamanho atentado contra leis trabalhistas vigentes”, diz o advogado do Sindigráficos Luis Carlos. Assim, o Sindicato convocou a empresa para uma reunião sobre o caso.

O encontro já tem data. Foi previamente agendada para o dia 27. Na ocasião, sindicalistas retomarão uma pauta antiga que tem prejudicado o bolso dos gráficos. Falta a Emepê apresentar estudos sobre regras e metas para a implantação do Programa de Participação nos Resultados (PPR) em 2017. A empresa havia ficado de se reunir com sindicalistas até janeiro deste ano, depois de, ainda no ano passado, ter reconhecido suas falhas na execução e procedimentos na edição anterior do PPR”, relembra Valdir Ramos, diretor sindical. O assunto será, portanto, ponto certo de pauta na reunião com gestores da empresa nos próximos dias.