JUSTIÇA APLICA PENA À DISCOPEL POR MÁ-FE E GRÁFICO TEM DIREITOS GARANTIDOS. CASO ALERTA OS GRÁFICOS DO LOCAL

A juíza Cristiane Kawanaka, do posto avançado da Justiça do Trabalho de Campinas em Valinhos, município da gráfica Discopel, condenou a empresa por descumprir diversos direitos (cesta básica, PLR, multas por atraso salarial, verbas rescisórias e muito mais) de um dos seus gráficos que procurou o apoio jurídico do Sindicato da classe (Sindigráicos). Mas, neste caso, a magistrada ainda penalizou a gráfica por sua má-fé diante do descaso no processo, inclusive o não comparecimento na audiência da última quinta-feira (15). Nos autos, dentre a série de irregularidades da gráfica, verificou-se que até o FGTS não era depositado desde 2015.

Diante deste desrespeito e abandono da empresa até na esfera judicial, mesmo com ampliação da pena à sentença do processo, o qual seguiu para fase dos cálculos, ultrapassando R$ 55 mil, os demais gráficos da Discopel podem estar correndo sério risco de perderem tudo se também não buscarem logo a Justiça. Porque a verificada irresponsabilidade da empresa já pode denotar uma insegurança quanto à sua continuidade. Afinal, não faz sentido algum para qualquer empresa, e esta em especial que um sócio deixou o negócio, abandonar literalmente seus interesses.

“Logo, além do emprego, os gráficos deveriam se preocupar ainda mais com a proteção efetiva da garantia de seus direitos, sobretudo diante do  tempo de serviço que cada um tem no local, a fim de não perdê-los caso a Discopel venha a fechar”, alerta Luis Carlos Laurindo, advogado do Sindigráficos. Foi o jurista que, ao lado da magistrada, presenciou a total irresponsabilidade da empresa de não cuidar dos interesses dela própria e nem do trabalhador, ao não comparecer à audiência semana passada.

Desse modo, assim como protegeu o direito de um dos gráficos do local que procurou o Sindigráficos, a entidade convida todos os trabalhadores da Discopel para tratar do assunto no dia 14 de março, às 18h, na sede região de Vinhedo, no centro da cidade, na rua Monteiro de Barros, 154.

Em 2016, o Sindigráficos já havia solicitado inclusive uma fiscalização do Ministério do Trabalho quanto à sonegação do FGTS dos gráficos na Discopel. No mesmo ano, após forte campanha na região para corrigir a defasagem do valor do vale-alimentação/cesta básica de toda categoria, o sindicato conseguiu quase que dobrar o benefício na empresa. “Mas, posteriormente, surgiram denúncias do não pagamento do vale, da PLR e outros direitos, como exposto na atual sentença judicial”, diz Jurandir Franco, diretor do Sindicato, que aguardará todos na reunião do dia 14.