MAIOR PRODUÇÃO NA GRÁFICA EMEPE PODE AJUDAR O SETOR A SAIR DA CRISE COM A ABERTURA DE EMPREGOS

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Um sinal positivo para contribuir com a volta do crescimento econômico, que pode auxiliar para a saída da crise, é a ampliação produtiva de uma  empresa, porque ela precisará de mais mão de obra, o que pode afastar o problema do desemprego e a falta de renda no lar dos trabalhadores. E esta realidade já existe no interior de São Paulo. A Gráfica Emepe, em Vinhedo, é um desses exemplos. Ela apresenta uma grande demanda produtiva. A rotina de serviço já tem gerado até reclamação dos funcionários diante da excessiva carga horária. Os gráficos têm sido pressionados a realizar horas-extras até mesmo nos dias das folgas e, alguns gráficos têm sacrificado, mediante pressão empresarial, até parte do horário da refeição para atender a elevada demanda produtiva. O fato mostra que a empresa deve fazer a sua parte social, contratando mais gráficos para atender a produção, sem continuar sacrificando os atuais funcionários, e tirar o setor da crise.

EMEPE5“Por um lado, é bom saber que a crise já começa a acabar em algumas empresas da região, a exemplo da Emepe, mas, por outro lado, é muito ruim ver que a empresa aproveita o momento para prejudicar a saúde e a vida social dos trabalhadores, impondo uma carga-horária excessiva, sem fazer as necessárias novas contratações como o cenário mostra e favorece”, constata Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí e Região (Sindigráficos).

Sem a abertura de novos postos de trabalho na empresa, os gráficos já contratados têm sido obrigados a trabalhar nos domingos e atuam até em horários corridos durante o expediente da semana, prejudicando o tempo para a refeição, conforme apontam várias denúncias que foram encaminhadas ao Sindigráficos. As reclamações dizem que o acordo coletivo de trabalho no local, firmado entre a empresa e o sindicato, homologado pelo Ministério do Trabalho, está sendo descumprido toda hora. Pelo acordo, existem folgas nos sábados alternados em cada mês e uma hora deve ser destinada para a refeição dos trabalhadores.

EMEPE6“Entretanto, segundo as queixas, as folgas não estão sendo respeitadas, pois os gráficos tem sido obrigados a trabalhar nos domingos, sob pena de demissão, caso se neguem a ir nestes dias que estariam livres para a sua vida social”, conta Valdir Ramos, diretor do Sindigráficos. A grande necessidade de mão de obra prova que a Emepe já superou a crise, ou talvez nem teve, visto que nos últimos 5 anos dobrou o número de funcionários, saindo de aproximadamente 120 gráficos para 255, e estes, já não mais dão conta diante da demanda produtiva na empresa.

EMEPE3O advogado do Sindigráficos, Luisinho Laurindo, explica que a lei garante ao trabalhador o direito ao descanso semanal remunerado e uma carga horária de trabalho sem excesso. “O gráfico não pode ser obrigado ao serviço extra no domingo ou qualquer dia adicional, se cumpriu sua jornada durante a semana”, diz. Além disso, há um acordo coletivo de trabalho que determina as folgas e horários. Os termos colocados neste acordo têm valor de lei, e, descumpri-lo implica em sanções definidas nas legislações pertinentes.

O excesso de jornada põem em risco até a saúde e a vida dos gráficos, que tem a vida social prejudicada sem o tempo para descansar e ou para o lazer. “Sem as folgas, o gráfico tem trabalhado sobrecarregado e insatisfeito, o que amplia o maior risco de ocorrer acidentes de trabalho diante do cansaço”, diz Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. Não é à toa que o número de queixas dos trabalhadores têm sido grande referente a esta postura equivocada da Emepe. Na quinta e sexta-feira da última semana, por exemplo, denúncias não paravam de chegar via facebook e site do órgão de classe, bem como pelo telefone.

EMEPE2Já está evidente que a empresa deve contratar novos empregados e cumprir o acordo coletivo de trabalho sobre a jornada de trabalho. “Já protocolamos na empresa a solicitação de uma reunião imediata para do caso. Não admitiremos tamanho desrespeito às leis e se aproveitar de uma crise que não existe na empresa, pelo contrário, como vimos”, fala Rodrigues. Portanto, os sindicalistas exigem que a Emepe normalize a carga horária de trabalho dos trabalhadores e ofereça novos empregos para garantir uma jornada decente de trabalho a todos os profissionais, contribuindo ainda para o crescimento da economia e a saída da crise.