Mais de 40 mil pessoas participaram da 8ª Marcha da Classe Trabalhadora

foto da marcha abertura

Mais de 40 mil lotaram as ruas de São Paulo na 8ª edição da Marcha da Classe Trabalhadora realizada nesta quarta-feira (9). O ato foi organizado conjuntamente pela CUT e CGTB, CTB, Força Sindical, Nova Central, UGT.

A marcha reforçou a capacidade de mobilização da classe trabalhadora. Na Praça da Sé, marco zero da capital paulista, o presidente da CUT, Vagner Freitas, deixou claro aos candidatos: “quem deseja o voto dos trabalhadores, precisa defendê-los”.

O ato unitário das centrais sindicais também reforçou a pressão sobre o Executivo e o Congresso Nacional (Câmara e Senado) a retomar negociações da pauta dos(as) trabalhadores (as). As centrais já solicitaram uma audiência com a presidenta Dilma Rousseff para entregar a “Agenda da Classe Trabalhadora para um Projeto Nacional de Desenvolvimento com Soberania, Democracia e Valorização do Trabalho”, construída em 2010, durante ato unificado das centrais no estádio do Pacaembu.

“O Congresso tem de aprovar a nossa pauta. Esse é o momento. Em ano eleitoral, eles veem atrás de voto e para ter voto de trabalhador (a) tem de atender a pauta da classe trabalhadora”, disse o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.

Unidade para essas lutas é que não deve faltar, conforme ficou claro no encerramento do ato, quando os trabalhadores filiados a todas as centrais, de mãos dadas, aprovaram de maneira simbólica a agenda da classe trabalhadora.

REIVINDICAÇÕES

As reivindicações das centrais sindicais podem ser divididas entre as bandeiras trabalhistas, que visam ampliar os direitos, e as questões estruturais, que impactam a população, como transporte, saúde e educação de qualidade.

Entre as principais reivindicações estão: redução da jornada para 40 horas semanais, fim do fator previdenciário, correção da tabela do Imposto de Renda, arquivamento do PL 4.330 e manutenção da política de valorização do salário mínimo.