MAIS GRÁFICOS SEM FGTS NA OS1 RECORREM AO SINDICATO APÓS ENTIDADE RESOLVER O CASO PARA OUTROS GRÁFICOS

Poucos dias após o sindicato ter sido procurado por ex-trabalhadores da OS1, demitidos pela empresa sem o pagamento do FGTS, outro gráfico buscou apoio sindical para resolver a falha, depois que soube da solução recente dos seus ex-colegas de trabalho. Há poucos dias, o Sindigráficos havia se reunido com a empresa. Cobrou o pagamento do FGTS de todos os profissionais demitidos que tinha procurado a entidade anteriormente. E foi o que ocorreu. Foi pago não somente o FGTS pendente, mas a multa no valor de 40% do total do fundo de garantia devido, como manda a lei. Com isso, os profissionais puderam sacar este direito, como também o Seguro-Desemprego, que estava com restrições até a solução do FGTS.

Diante da repercussão positiva da ação sindical, um outro trabalhador que havia se calado anteriormente diante da mesma falha da empresa contra ele, resolveu levar o caso adiante. Denunciou a demissão sem pagamento do FGTS. A conta estava zerada como a dos outros gráficos desligados. Mais uma vez o sindicato se colocou em defesa da categoria. “Já acionou a OS1 e aguarda um retorno positivo como no caso anterior com a pronta resposta e sua solução”, informa Jurandir Franco, direito do Sindigráficos.

No caso dos primeiros gráficos também foi verificado pelo Sindicato o não pagamento da Participação dos Lucros e Resultados, que é um direito da categoria contida na Convenção Coletiva de Trabalho, válida até agosto de 2020. O Sindigráficos requereu a regularização. Embora o prazo dado foi até o final do último mês, a empresa pagou com dias de antecedência. O mesmo final foi solicitado para que ocorra com o novo caso denunciado.

Apesar da situação resolvida pela OS1 dessa vez, o Sindigráficos chama atenção para o problema da irregularidade do não recolhimento mensal do FGTS do gráfico. A lei define que seja recolhido todo mês o valor de 8% sobre a remuneração do funcionário. “Como tem surgido novos casos do mesmo problema, tudo leva a crer que os empregados da ativa no local devam estar também sem o FGTS e a PLR, o que é ilegal e pode ser um problemão para todos eles se não for quitado como nos primeiros casos já denunciados”, alerta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

Para que seja encontrada uma solução efetiva do problema, o Sindicato orienta os trabalhadores ativos para se sindicalizarem em defesa de seus FGTS e PLR. Com essa demonstração de unidade da classe em torno de sua entidade representativa, a OS1 pode apresentar um levantamento da dívida com cada gráfico e negociar um prazo para efetuar o pagamento.