METROPRINT CONTINUA SEM PAGAR DEMITIDOS MESMO TENDO RECURSO TODO MÊS PELO ALUGUEL DE SEU PRÉDIO E MÁQUINAS

Cinco profissionais demitidos pela antiga gráfica MetroPrint, que encerrou as suas atividades em Cajamar no fim de julho, ainda não receberam suas verbas rescisórias. Pela legislação trabalhista deveriam ter sido pagas em 10 dias logo após o desligamento, ou depois com a aplicação de multas. Apesar do fechamento da empresa, o proprietário continua recebendo por mês com o aluguel do prédio e máquinas para a gráfica mineira Esdeva, que assumiu a operação no local, contratando inclusive ex-funcionários. Mesmo com fonte de recurso mensalmente, o Sindigráficos denuncia que, até o momento, a Metroprint ainda não liquidou seus débitos trabalhistas e nem responde ao sindicato diante da cobrança de uma solução efetiva.  

O Sindigráficos tomou a decisão de notificar extrajudicialmente a antiga gráfica. “A Metroprint não pode deixar seus ex-trabalhadores ao relento”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Gráficos da região. A entidade inclusive já convocou os profissionais prejudicados para reunião na sede Cajamar do órgão sindical. Infelizmente, ninguém compareceu. A entidade alerta que o prazo máximo para poder recorrer seus direitos trabalhistas na Justiça é de dois anos. E aconselha que procurem fazer valer seus direitos. E o sindicato coloca o seu setor jurídico à disposição.

No caso dos gráficos da Metroprint que foram contratados pela Esdeve, o sindicato alerta que a nova empresa em nada tem de responsabilidade no pagamento de dívidas da gráfica anterior. A Esdeve alugou o maquinário e imóvel da Metroprint. Apenas isso. Ela não é a responsável pelo passivo trabalhista deixado. “É relevante esclarecer isso para que os gráficos não temam acionar a Justiça do Trabalho contra a Metroprint em defesa dos seus direitos pendentes”, conta Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos.