MINISTRO DE TEMER DEFENDE ANISTIA DE CAIXA 2 E DOIS MINISTROS DEFENDEM MULHER DO CUNHA NA LAVA JATO

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“Uma coisa é penalizar um político com base na legislação eleitoral é outra coisa é o que acontece na Operação Lava-Jato, com condenações por corrupção e lavagem de dinheiro”, disse nesta terça-feira (20) Geddel Vieira Lima, ministro-chefe da Secretaria de Governo do presidente Michel Temer, defendendo o projeto que anistia a prática do caixa 2. Com isso, o ministro conclui que, se houver nova regra tipificando o caixa 2, aqueles que o fizeram não poderão ser penalizados. Ele entende que o Congresso Nacional tem que fazer essa discussão sem medo. E foi isso que tentaram fazer na calada da noite de segunda-feira (19), líderes dos principais partidos articularam a votação de uma proposta que criminalizava o caixa 2, baseado num projeto de 2007, mas com uma emenda atual que, na prática, anistiava os políticos que usaram o subterfúgio financeiro até a aprovação. Os articuladores da manobra foram os principais partidos da base de apoio do governo Temer: PMDB, PSDB, DEM e PP, entre outros coadjuvantes de outras legendas com interesse direto na matéria, conforme relatou o Jornal da CBN, através do jornalista Kennedy Alencar. Dias antes, porém, outros dois ministros do governo Temer também se comprometeram em depor como testemunha de defesa de Cláudia Cruz, mulher do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cassado recentemente e investigado pela Lava Jato, igual a sua mulher, esta que responde processo por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os ministros defensores da mulher do Cunha é o chefe da pasta dos Transportes, Maurício Quintella (PR), e  Bruno Araújo (PSDB) – ministro das Cidades. Os depoimentos serão dados ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

FONTE: Com informações do DIÁRIONE/CBN/OGLOBO