MINISTRO DO TEMER QUER PRIVATIZAÇÕES DAS ESTATAIS. NÃO ESPEROU NEM O SENADO EXPULSAR DILMA ROUSSEFF

privatizacao

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defendeu nesta quarta-feira (10) que todas as empresas estatais que podem ser privatizadas, parcial ou integramente, devem ser vendidas. A Folha de S.Paulo mostrou que, na busca de reduzir o rombo das contas públicas no próximo ano, a Fazenda calcula que o futuro programa de privatizações e concessões do governo do presidente interino Michel Temer irá render entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões ao caixa do Tesouro Nacional em 2017. E quem ficará responsáveis para atender a população pelas estatais que serão vendidas para o setor privado? Ninguém fala disso! Depois de privatizar, os serviços só serão disponibilizados mediante pagamento. Ou seja, fim do serviço público e gratuito. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí e Região alerta a categoria para mais este ataque contra a sociedade que só está sendo possível por conta do pseudo impeachment na presidenta Dilma Rousseff. A entidade de classe alerta aos trabalhadores que é preciso iniciar uma forte reação enquanto ainda há tempo.

temer“É muito importante que não se fique com estatais apenas para tê-las dentro do Estado. […] Estamos discutindo a privatização do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil). Devemos esperar alguns meses, mas existe uma determinação clara de privatizar”, afirmou o ministro. Em almoço com parlamentares, Meirelles disse, ainda, que é necessário melhorar o desempenho e a governança das empresas estatais.

O governo está montando a lista do que pode ser privatizado e concedido ao setor privado, mas já conta com a venda da Caixa Seguridade, IRB, participações da Infraero em aeroportos e concessões de rodovias, portos e aeroportos. No fim de junho, durante reunião com sua equipe, Temer orientou seus ministros a levantarem em suas áreas “tudo o que puder ser privatizado e concedido ao setor privado”.

Na ocasião, no entanto, o governo já havia decidido que não colocaria nada à venda antes do julgamento final do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. Só depois, caso se confirme a efetivação de Temer, o governo daria o sinal verde nesta área.

FONTE: Com informação da Folhape