Movimento intersindical declara greve geral em Jundiaí dia 11

SAM_0544

Manifestação em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores deve mobilizar mais de 5 mil trabalhadores do Distrito Industrial e afetar coleta e transporte

O movimento intersindical de Jundiaí e região confirmou na manhã desta sexta-feira, dia 5, a participação da categoria no Dia Nacional de Luta marcada para ocorrer quinta-feira, dia 11, com uma paralisação geral dos trabalhadores do Distrito Industrial. A mobilização também será aderida pelos comércios, metalúrgicos, bancários, gráficos, e afetará serviços públicos como coleta de lixo e ônibus urbano.

O Dia Nacional de Luta está sendo organizado pelas centrais sindicais e irá ocorrer simultaneamente nas principais capitais do Brasil. Em Jundiaí, a concentração está marcada às 4 horas da madrugada na avenida das Indústrias, no Distrito Industrial. Lá irá ocorrer uma assembleia com os trabalhadores das empresas e depois uma grande marcha até o centro da cidade pela rodovia Anhanguera.

“Nossa expectativa é mobilizar mais de 5 mil trabalhadores do Distrito Industrial e no decorrer do dia contar com a adesão de mais pessoas. Nosso objetivo é realizar uma manifestação pacífica cobrando a pauta nacional da classe trabalhadora”, afirma José Vitor Machado, diretor da CUT (Central Única dos Trabalhadores)Estadual.

Segundo o presidente do Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e Região, Leandro Rodrigues, a pauta nacional do trabalhador exige do governo e Congresso Nacional medidas para aprovar e por em prática as reivindicações que contam na pauta trabalhista. “Será uma manifestação histórica em todo o Brasil e em Jundiaí”, diz.

A reunião intersindical de hoje contou com os sindicatos dos Bancários, Gráficos, Alimentícios, Servidores Públicos, Metalúrgicos, Químicos, Asseio e Conservação, Professores, Aposentados, Mestres e Contramestres, Transportes Rodoviários, Comércio, Construção Civil, Afuse, CUT, MST e Movimento Estudantil.

PAUTA TRABALHISTA

  • Fim do fator previdenciário;
  • Jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial;
  • Reajuste digno para os aposentados;
  • Mais investimento em saúde, educação e segurança;
  • Transporte público de qualidade;
  • Fim do projeto de Lei 4330 que amplia a terceirização;
  • Reforma agrária;
  • Fim dos leilões do petróleo.