MULHER GRÁFICA SINDICALIZADA DEMITE EMPRESA COM AJUDA DO SINDICATO E DA JUSTIÇA E EVITA UM PREJUÍZO DE R$ 45 MIL

Daqui a uma semana será o Dia Mundial das Mulheres. E há poucos dias, a combinação da consciência de classe de uma gráfica do Grupo Fakka com a atuação jurídica do Sindigráficos e da Justiça do Trabalho reverteu uma irregularidade patronal que levaria a um prejuízo de R$ 45 mil contra essa trabalhadora. Ela, que era sindicalizada, laborou 8 anos na empresa antes de fechar no ano passado. Passou meses com salários atrasados e até sem recebe-los, além da negação da cesta básica, PLRs e atrasos no FGTS. Ao invés de pedir as contas e perder seus direitos, mesmo sem dinheiro e vendo o processo falimentar da unidade da Fakka em Valinhos, sendo uma das últimas empregadas no local, ela buscou e contou com o apoio jurídico do sindicato sem custo por ter sido sócia, revertendo o caso.

“A situação da trabalhadora era muito preocupante. A empresa não queria demiti-la, nem pagava salário, nem nenhum outro direito por meses. Foi então que ela nos procurou. Ao invés dela pedir as contas, o que levaria a perda de seus direitos, orientamos que ela demitisse a empresa pelo não cumprimento dos deveres trabalhistas, através do processo judicial chamado rescisão indireta, que levamos à Justiça do Trabalho, bem como cobramos também o pagamento de todos os direitos devidos”, conta Luís Carlos Laurindo, advogado do Sindigráficos, satisfeito com o resultado.

No último dia 18, mesmo com a ação judicial já favorável em função dela não ter pedido a demissão, apesar da situação, mas de ter procurado e contado com a experiência da assistência jurídica e gratuita do sindicato, revertendo o prejuízo que recairia contra esta trabalhadora sindicalizada, o Grupo Fakka, que tem sede em Santa Catarina e outras várias unidades no Brasil, aceitou fazer um acordo para o pagamento de tudo que devia.

“O resultado só foi possível por conta da rescisão indireta e da cobrança do pagamento de todas as verbas rescisórias, FGTS, PLR, cesta básica e salário pendentes”, celebra Leandro Rodrigues, presidente do sindicato.

A trabalhadora ganhou R$ 45 mil no acordo – valor correspondente a tudo que a empresa devia a ela. O acordo acelerou a conclusão deste caso.  E por ser sindicalizada por anos, apesar de que estivesse desempregada e sem contribuir com o sindicato no momento, ela não precisou pagar nada com o advogado da entidade. Se não fosse sócia, gastaria agora R$ 13,5 mil com custas advocatícias.

O fato mostra o ganho financeiro para quem é sindicalizado, além de toda a proteção judicial e outras ações sindicais em proteção do gráfico, estando ele trabalhando, desempregado ou em outras situações como no Grupo Fakka, que havia fechado desde 2018.