NA VÉSPERA DA GREVE GERAL, OS DEPUTADOS ALIADOS DE BOLSONARO DEFENDEM DESTRUIÇÃO DA APOSENTADORIA

O relatório da reforma contra a aposentadoria da classe trabalhadora será apresentado hoje pela manha, bem na véspera da Greve Geral desta sexta-feira (14), convocada justamente contra esta reforma da previdência. Todas as centrais sindicais e entidades ligadas à educação e transporte prometem parar contra o fim da aposentadoria. O Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região também aderiu o movimento paredista para pressionar os deputados federais a não aprovarem esta reforma. E a pressão é necessária mesma. O governo Bolsonaro só precisa de 308 deputados federais dispostos a acabar com as regras atuais da aposentadoria dos gráficos e demais categorias de trabalhadores brasileiros. 

O movimento grevista de amanhã coincide com incertezas políticas e econômicas, pois esta semana o país foi abalado pelas denúncias do site Intercept segundo as quais a Lava Jato teria forjado situações para incriminar o ex-presidente Lula e adversário políticos e ideológicos do ex-juiz Sérgio Moro e do procurador Deltan Dallagnol. Também veio à tona nas conversas secretas vazadas a intenção da força-tarefa “limpar” o Congresso Nacional –o mesmo escalado para votar a reforma da previdência– prendendo deputados e senadores.

Resumo da ópera: a presença do ministro da Justiça, Sérgio Moro, é ponto negativo e de desconfiança entre os parlamentares que não garante os 308 votos necessário à aprovação da reforma da previdência.

FONTE: Com informações de EM