NOVA FLEX, NO MINISTÉRIO DO TRABALHO, COMPROMETE-SE A PAGAR O FGTS PENDENTE DOS GRÁFICOS ATÉ O FINAL DO ANO

Nos próximos dias, uma falha que já durava um ano no FGTS dos gráficos da Nova Flex (em Itupeva) pode ser resolvida. Foi preciso o Sindicato da categoria (Sindigráficos) contar com o apoio do Ministério do Trabalho para a empresa se reunir com a entidade sindical e apresentar a solução do caso. A gráfica se comprometeu em parcelar junto à Caixa Econômica o valor de meses não recolhidos do fundo de garantia da classe em 2017. A Nova Flex também mostrou os comprovantes de outras pendências, a exemplo do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos gráficos que continuam na ativa e também de outros quatro demitidos.

Na reunião, realizada no último dia 8 na unidade do Ministério do Trabalho em Jundiaí, o representante da Nova Flex justificou problemas no e-mail da empresa que gerou a falha de comunicação anterior com o sindicato, razão pela qual precisou prestar esclarecimento agora no órgão federal sobre as pendências do FGTS e PLR. Na ocasião, afirmou que já pagou a PLR, inclusive dos trabalhadores demitidos, conforme demonstrado por comprovantes, validados pelo sindicato e pela auditora fiscal do trabalho.

O Sindigráficos também cobrou os comprovantes do pagamento do FGTS pendente. A empresa, por sua vez, confessou que continua devendo três meses de 2017. A gráfica ainda não recolheu o fundo de garantia dos trabalhadores nos respectivos meses de outubro, novembro e dezembro. Desse modo, ficou acertado que até o próximo dia 15, no máximo, a Nova Flex pagará o FGTS integral dos gráficos demitidos e tentará viabilizar o parcelamento do referido passivo junto à Caixa dos funcionários da ativa.

O episódio mostra a importância do Ministério do Trabalho no auxílio do Sindigráficos para buscar resolver irregularidades patronais aos direitos dos trabalhadores. Neste e em muitos outros casos, o encaminhamento do problema ficaria bem mais complicado, sendo necessário partir para o acirramento das relações entre capital versus o trabalho. Assim, quando não pela via judicial, o conflito será direto entre empresa e trabalhadores.

Sem o Ministério do Trabalho, haverá maior prejuízo para o trabalhador, sendo preciso maior consciência de classe e de atitude dos gráficos para defenderem os seus direitos quando sonegados. No caso da Nova Flex será necessário inclusive a unidade dos gráficos em torno do sindicato. Até o momento, apesar dos problemas já enfrentados e defendidos pelo Sindigráficos, a entidade da categoria aguarda que eles se sindicalizem.