NUTRIÇÃO DOS GRÁFICOS DA ÂMAGO AMEAÇADA COM TROCA DE ALIMENTOS DA CESTA BÁSICA POR PACOTES DE BOLACHAS

Uma aparente simples troca de itens da cesta básica mensal distribuída aos trabalhadores da gráfica Âmago, em Valinhos, pode ameaçar mais que os direitos da classe. E ocorre, neste caso, porque o leite, macarrão e o fubá foram substituídos por pacotes de bolachas. Além de contrariar os gêneros obrigatórios da cesta, como define a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, a gráfica ainda reduz o valor nutricional do benefício, ora definido por especialistas que consideraram tal questão, tanto que determinaram cada produtos corretos, quantidade e qualidade.

“Toda gráfica deve seguir estritamente a relação de produtos definida na CCT. Do contrário, atenta contra a legislação trabalhista por não aplicar tais leis convencionadas, podendo ser penalizada” fala Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. Ele notificou a diretoria da Âmago e o escritório de Contabilidade responsável pela confecção da cesta básica para os gráficos do local. O sindicalista espera que tudo seja resolvido rápido.

“Qual valor nutricional tem uma cesta que troca leite, macarrão e fubá por dois pacotes de bolachas salgadas e uma doce e mais uma lata de sardinha?”, criticou Jurandir após confirmar a respectiva substituição dos produtos com o escritório de Contabilidade, sob orientação da empresa. Além do obvio prejuízo na nutrição dos trabalhadores, a troca também gera perdas financeiras, já que os itens alterados são mais baratos que os originalmente definidos no benefício da cesta básica mensal da CCT.

A empresa, através do escritório contábil, respondeu que se adequará. Garantiu que a partir da próxima compra dos produtos para montagem da cesta básica mensal garantirá todos os itens de acordo com a CCT.   O Sindigráficos só pôde atuar para reverter esta situação por conta dos trabalhadores que denunciaram a troca injusta dos itens alimentícios. Na verdade, a queixa inicial chamava atenção apenas para a ausência de um pacote de leite na cesta, que também foi constatada durante a ação sindical. Porém, no desenrolar da apuração, constatou-se um problema maior. Trabalhadores, não fiquem sós, denunciem e se sindicalizem!

Às empresas e aos gráficos com dúvidas sobre os produtos da cesta, basta consultar a cláusula 16 da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Nela, é definida cada alimento, sua quantidade e qualidade. O direito alimentício também pode ser pago em forma de vale-alimentação.  “Porém, neste caso, é preciso que o valor mínimo deste benefício seja o suficiente para o trabalhador comprar nos supermercados do município todos os produtos definidos pela cesta básica da CCT”, alerta Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato. Denuncie AQUI as irregularidades.