O verdadeiro sentido do Dia do Trabalhador

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Por: Leandro Rodrigues

Neste 1º de Maio é necessário fazermos uma reflexão sobre o verdadeiro sentido deste dia. No meu ponto de vista, a burguesia que detém o controle dos meios de comunicação, principalmente os de massa, como jornal, rádio e TV, vem de maneira tendenciosa influenciando um falso conceito de que esta data é o dia do trabalho e não do trabalhador.

Hoje se tornou bastante comum, as empresas usarem esta data para divulgar seus investimentos tecnológicos, “suas máquinas de última geração”, e o pior de tudo, existe uma parcela bastante “significativa” do movimento Sindical embarcando nesta conversinha. A distorção é tão grande que tem muito sindicato e centrais sindicais, que ao invés de promoverem a conscientização da classe trabalhadora, promovem grandes festas, sorteando carros e apartamentos, distribuindo brindes e camisetas, realizando shows com artistas famosos, enfim uma grande farra do boi financiada por aqueles que nos exploram, os “Patrões”.

Neste 1º de Maio propomos que os trabalhadores leiam este pequeno texto que tem como objetivo provocar o senso crítico de cada um e promover um debate dentro das empresas, repudiando toda esta distorção que existe sobre esta data, que é o Dia Internacional dos Trabalhadores e não do trabalho.

“O caráter é de luta pelos direitos dos trabalhadores”

O 1º de maio é dedicado ao “Dia Internacional dos Trabalhadores”, uma data celebrada em todos os continentes, por trabalhadores de diferentes pátrias, credos e línguas. E a importância desta data é muito grande em nosso país, ainda que alguns patrões aproveitem a data para realizar piqueniques e atividades dentro de suas empresas, mostrando o quanto são “generosos”,

O caráter do dia 1º de Maio é de luta pelos direitos dos trabalhadores e, quando falamos em trabalhadores, envolvemos a esmagadora maioria da população brasileira, mulheres e homens no campo, na cidade, na periferia ou nos grandes centros, que dão um duro todos os dias, para ganhar o seu “pão”. Falamos daqueles que com seu suor fazem a riqueza do nosso país, para sustentar suas famílias, nos referimos, em particular, aos trabalhadores gráficos formais ou informais, autônomos e trabalhadores dos diferentes ramos profissionais.

Os empresários teimam em classificar os trabalhadores como sendo seus colaboradores, porém, não se trata de manter uma relação de colaboração, e sim de exploração, pagando baixos salários e exigindo cada vez mais produção, neste sentindo, entendemos que somos operários gráficos e que fazemos parte da “classe trabalhadora”.

Pois bem, somos parte da mesma classe, ainda que uns torçam pelo Guarani, Paulista, Ponte Preta, Santos, Palmeiras, São Paulo, Corinthians, sejam evangélicos, espíritas, umbandistas, católicos e outros que não tenham time ou religião; temos várias raças, vindos de vários lugares do país e de outras nações, com sotaques e jeitos diferentes, mas, somos da mesma classe, nossa união é nossa arma, razão pela qual, o 1º de Maio é o nosso dia!

 Com a colaboração dos companheiros Dr. Luiz Carlos Laurindo, advogado da classe trabalhadora; Rogério Andrade, Presidente do Sindicato dos Gráficos do Estado do Ceará; Marcelo Marques de Souza, secretário geral do Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e Região. E Flavia Mansin, colaboradora do sindicato dos gráficos de Jundiaí e região.