ONDE HÁ SOLIDARIEDADE AINDA HÁ ESPERANÇA

Todos os trabalhadores já ouviram falar do Movimento dos Sem Terra (MST), porém, nem sempre o que a mídia informa são fatos verdadeiros, o que nos interessa é que esse movimento é legítimo e defende o direito dos companheiros do campo, de ter sua terra para morar e produzir. Os companheiros do MST por anos ficaram acampados nas proximidades de grandes propriedades rurais improdutivas aguardando as providências do governo para realização da Reforma Agrária, como foi o caso dos companheiros do Assentamento Comum da Terra Dom Tomás Bauduíno, localizado no município de Franco da Rocha-SP, que depois de muitas luta conseguiram seu pedacinho de terra, porém, falta financiamento para a lavoura em geral, e quando conseguem produzir alguma fruta, verduras ou legumes falta transporte para realizarem a comercialização, a escola das crianças é longe, a estrada de terra é ruim e sem manutenção. Além de tudo isso, desde novembro do ano passado, ficaram sem água, sequer pra beber, quem dirá para produzir. A bomba d’água quebrou, e a prefeitura de Franco da Rocha fingiu que problema não era dela. Há aproximadamente um mês, por iniciativa do companheiro Atmo, integrante do assentamento, a diretoria do Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e Região tomou conhecimento da situação dos nossos irmãos, e em seguida comunicou aos companheiros de outros sindicatos, ficando encarregada do companheiro Vitor da CUT e do Sindicato da Alimentação pra realizar a convocação de todos os sindicalistas da CUT da região (Gráficos, Bancários, Alimentação, Químicos, Metalúrgicos de Cajamar, Rodoviários, Servidores Municipais de Jundiaí, e SIMTRATECOR) para participarem de um ATO DE SOLIDARIEDADE aos Assentados da Comuna da Terra Tomás Balduíno, e o Atmo encarregado de convocar seus companheiros. E no dia 13 de abril de 2012, às 16:00 horas, houve um grande encontro dos trabalhadores do campo e da cidade, foi emocionante, os relatos das companheiras e companheiros assentados, traduziram o sofrimento que estão passando. Os Sindicalistas presentes assumiram compromisso de denunciarem em seu Boletins e Jornais a falta de responsabilidade das autoridades, principalmente, o órgão público do Estado de São Paulo ITESP, que abandonou os companheiros a própria sorte, mas a ação dos Sindicalistas não parou por aí em menos de quinze dias, foi realizado uma coleta entre os companheiros das Entidades Sindicais e foi providenciado o concerto da bomba d’água, e nos próximos dias será distribuída pelos mesmos uma cesta básica para cada uma das sessenta e três famílias, razão pela qual, acreditamos que ainda há esperança.