OUTRO GRÁFICO GANHA MAIS DINHEIRO NA DEMISSÃO POR AÇÃO SINDICAL EM DEFESA DA CESTA BÁSICA DA CLASSE

Um gráfico demitido da Jundmídia, em Várzea Paulista, descobriu há poucos dias que tinha o direito a receber um dinheiro acumulado equivalente a cestas básicas negadas pela empresa durante meses que atuou no local. O benefício alimentício é um dos 87 direitos da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria que foi mantido com o fechamento da campanha salarial ainda no último ano. A empresa não se negou a pagar as cestas pendentes. A situação foi descoberta durante a homologação da rescisão contratual do trabalhador, que continua sendo realizada no Sindicato dos Gráficos. 

“Este já é o terceiro caso idêntico. A situação passou a acontecer depois de identificarmos que a empresa havia deixada de pagar as cesta básica dos empregados do local por um certo período. Na ocasião, a Jundmídia se comprometeu a voltar da distribuí-la todo mês, como determina nossa convenção, porém ficou um passivo dos meses anteriores”, fala Jurandir Franco, diretor do Sindicato. Esta dívida foi então cobrada agora durante a prestação de contas da empresa na hora de pagar a verba rescisória.

Com isso, o gráfico demitido terá quase R$ 800 a mais do que esperava. A empresa sabe dessa pendência sobre as cestas e que deveria pagá-las, assumindo de imediato. Em relação aos outros direitos convencionados, como a Participação do Lucro e Resultado, não houve problemas quanto ao pagamento durante a homologação ocorrida no Sindigráficos . Também não surgiram problemas  sobre as férias, 13º salário, FGTS e o restante dos direitos. Tudo foi quitado como trata a lei.

Um problema parecido ao da Jundmídia aconteceu com os gráficos da Cunha Facchini. A empresa fica em Itupeva. Ela deixou de entregar a cesta básica dos trabalhadores no último mês. O Sindigráficos já entrou no caso. A maioria dos funcionário é sindicalizado. “Já falei com eles e  com a gráfica. A empresa resolveu o caso na última semana. Com isso, a convenção foi respeitada, evitando ainda custos do trabalhador com a compra de alimentos da cesta básica, que subiu de preço”, fala Franco.

O custo da cesta básica, que é composto por alimentos essenciais para sobrevivência do trabalhador e sua família, aumentou outra vez no país e, como sempre, o estado de SP tem uma das cesta entre as mais caras do Brasil. A pesquisa foi do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). “Felizmente, graças a grande luta sindical na campanha salarial 2017, os gráficos são uma das poucas categorias no estado que continuam tendo o direito coletivo de receber a cesta básica mensal, definida pela convenção coletiva”, pontua Franco.