PAGAMENTO DA HORA-EXTRA NA REDOMA ESTÁ EM RISCO POR NOVA SUPOSTA SONEGAÇÃO E AMEAÇADO EM MAIS GRÁFICAS

Nesta sexta-feira (27), uma antiga irregularidade praticada várias vezes contra os gráficos da Redoma, em Cajamar, volta a ser combatida pelo Sindicato da classe (Sindigráficos) após uma série de novas denúncias. A entidade cobrará o pagamento das horas-extras dos funcionários e no valor de 65% do serviço adicional já feito em dias de semana e de 100% do trabalho realizado em feriados e domingos. Essa obrigação é definida pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da classe, que pode perder  a sua validade já na próxima quarta-feira (1ª) se o sindicato patronal não reconhecer a data-base do gráfico numa reunião na segunda-feira (30). Além disso, a reforma trabalhista que entra em vigor no próximo dia 11 também deixará o patrão não pagar em dinheiro a hora-extra do gráfico  feita na empresa. É preciso que a classe resista na campanha salarial.

Em relação a queixa dos gráficos da Redoma sobre o não pagamento de horas-extras, que segundo eles, acumulam-se muito, foi revelado que a empresa força um banco de horas irregular. Essa prática desrespeita a CCT e é combatida em todas gráficas da região de atuação do sindicato. “No caso da Redoma, infelizmente, não é a primeira vez que isso ocorre. Já foram várias denúncias e constatações, tendo a empresa que pagar ou provar que não deve mais a hora-extra dos funcionários”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, em defesa do direito da classe.

A empresa recusou ter praticado tal banco de hora durante uma reunião com o sindicato ocorrida há poucos dias, porém não apresentou provas. “Apesar de alegar a contratação de 18 novos gráficos, isso não impede que os antigos e os novos trabalhadores tenham feito tais horas-extras. Só prova que a demanda produtiva voltou a crescer na indústria gráfica”, diz Rodrigues. A Redoma ainda alegou problemas no controle do relógio de ponto dos funcionários e falha em outras partes do sistema gerencial por conta de uma invasão de hackers no sistema digital da empresa.

O 1º encontro foi com a gerente de RH da Redoma, Michelli Fales. “Na ocasião, perante as práticas anteriores de banco de hora, já combatidas a cada época, bem como a carência de provas de que não houve hora-extra ou o pagamento do trabalho adicional, foi alertado que, diante do vasto número de denúncias ao Sindigráficos, o Ministério do Trabalho e a Justiça podem ser acionados se os gráficos quiserem”, diz Rodrigues.

A entidade de classe espera que não seja preciso adotar outras medidas administrativas e jurídicas/judiciais. Basta a empresa mostrar durante o encontro de hoje o levantamento com as horas-extras ainda não pagas, conforme apontaram as reclamações dos funcionários ao Sindigráficos.