GRÁFICOS TERÃO DESAFIOS AINDA MAIORES QUE 2021, MAS JUNTOS PODEM SUPERÁ-LOS ATRAVÉS DE ORGANIZAÇÃO E CONSCIÊNCIA DE CLASSE

Apesar que os gráficos vão iniciar 2022 com mais 5,08% de aumento nos salários, o que corresponde a 2° parcela do reajuste conquistado pelo sindicato este ano, a inflação continua subindo e passa dos 10,42%, provocando a queda no poder de compra. Isso quer dizer que um dos desafios centrais da categoria será elevar a organização sindical para evitar que falte comida no prato da família no próximo ano, quando também haverá eleições. Portanto, outro desafio maior será votar em que pode voltar a controlar a inflação, mas que queira gerar empregos e valorizar os direitos e salários dos trabalhadores.

“Será um ano mais difícil que o atual. E para superarmos tantos desafios de modo a terminá-lo melhor do que iniciaremos, cada trabalhador e os sindicatos serão vitais no processo”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O dirigente orienta os gráficos a perceberem que não restará saída para uma nova recuperação salarial e manutenção dos direitos sem a unidade e organização dentro de um sindicato fortalecido pelo maior número de gráficos.

Os sindicalistas também precisam sair das suas sedes e irem até aos trabalhadores. O Sindigráficos, que apostou nisso na campanha salarial em 2021, mesmo na pandemia, vai manter e ampliar o trabalho de base em 2022. “Superar os desafios é uma tarefa de todos, gráficos da base e da direção sindical. Mas, o Sindicato precisa estar na base e o trabalhador deve fortalecer a entidade se associando e participando ativamente, não só criticando.

Outro desafio maior, para base e direção, é não vacilar de novo na escolha do presidente do Brasil e de todos os congressistas. Primeiro, precisa aceitar que votar em patrões e em religiosos não melhorou o Brasil para os trabalhadores, pelo contrário. “Consciência na hora do voto. Não vacile de novo. Sua vida, emprego, renda e comida no prato dependem do seu voto e da maioria”, alerta o Sindigráficos.

SINDIGRÁFICOS MONTA PLANTÃO EM JUNDIAÍ PARA RECEBER DENÚNCIA SOBRE 13° SALÁRIO NÃO PAGO E OUTRAS IRREGULARIDADES

Cada dia de atraso, a empresa deve pagar R$ 60,36. A mesma multa vale para a gráfica que atrasou o pagamento da 1° parcela do 13° salário, prazo vencido desde dia 30 de novembro. A 2° parcela venceu ontem. “Gráficos, fiquem de olho para não ficarem no prejuízo. Estaremos de plantão de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, para resolver esta e outras pendências. Só vamos parar no dia da véspera de Natal e Réveillon. O Sindigráficos conseguiu manter esta multa para evitar atrasos. Faça valer seu direito. Denuncie”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato LEIA MAIS

SE NÃO FOSSE O SINDICATO, ANO DOS GRÁFICOS TERMINARIA BEM PIOR DO QUE COMEÇOU DEVIDO AO IMPACTO DA INFLAÇÃO NA RENDA

Vida, emprego, renda e comida no prato. Esse foi o slogan da vitoriosa campanha salarial do Sindigráficos no 2° semestre do ano. Recuperou a massa salarial dos trabalhadores em 10,42%, aumentou a cesta básica e ainda restabeleceu a PLR integral. Antes, porém, o Sindicato ainda passava por um processo eleitoral. Houve grande renovação da direção, ampliando o grau de representação. Antes, ainda, lutou contra a covid nas empresas através de ações urgentes, bem como pela vacina para todos. Logo, esse slogan da campanha bem que também representa o balanço de todas as medidas sindicais em 2021.

Desde o início do ano, não por acaso, a entidade não fugiu das lutas por medidas contra covid nas empresas. Brigou nas prefeituras por vacinação dos gráficos. Quanto aos postos de trabalho, apesar das demissões, teve contratações. Assim, manteve os 5,5 mil empregos médios na região. Não houve perda de direitos. E mais 109 novos sócios chegaram ao sindicato o qual precisa de mais associados para manter essas lutas por vida, emprego, renda, e comida no prato.

“Não foi um ano fácil. Enfrentamos o 2° ano pandêmico e a volta da alta inflação e carestia nos preços dos produtos básicos, como na comida. Os efeitos das reformas nas leis trabalhista e da Previdência também vêm atingindo em cheio a vida da classe trabalhadora e dos sindicatos. Os gráficos e o Sindigráficos sabem disso. Mesmo assim, não abrimos mão da luta. Não fechamos. Pelo contrário, ampliamos as lutas pelas medidas de saúde nas empresas e na adversa campanha salarial frente a uma inflação de dois dígitos. Assim, a luta seguiu. E, mesmo que em um baixo número, felizmente, mais gráficos se juntaram a nós nos quadros de sócios e na direção têm novos lutadores. Certamente, só por essas questões, ao invés de perdas, o ano acaba com poucas mortes e com a cesta básica, PLR e salários maiores”, avalia Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

A entidade e a categoria, por sua vez, tiveram perdas. A mais emblemática foi a morte pela covid do associado Carlão e o falecimento do assessor do sindicato, Odair, com pneumonia. “Jamais esqueceremos deles. Serão a nossa inspiração de luta sempre. E desafios não faltam no cotidiano dos trabalhadores em suas empresas, mesmo depois de renovarmos mais de 80 direitos superiores à CLT através da Convenção Coletiva de Trabalho até agosto de 2022”, diz Leandro. Não bastou garantir a CCT, pois, em várias gráficas, a luta segue para se fazer cumprir tais direitos. Só juntos é possível. SINDICALIZE-SE!

GRÁFICA TERÁ DE PAGAR R$ 60,36 DIÁRIO SE TRABALHADOR RECEBER 13° SALÁRIO APÓS SEGUNDA-FEIRA

Acaba na segunda-feira (20) o prazo das gráficas pagarem a 2° parcela do 13° salário dos trabalhadores sem terem de pagar depois multa definida pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A penalidade é uma conquista do Sindicato na campanha salarial para evitar os atrasos. Vale também para atrasos salariais e férias. Cada dia de atraso, a empresa deve pagar R$ 60,36. A mesma multa vale para a gráfica que atrasou o pagamento da 1° parcela do 13° salário, prazo então vencido desde dia 30 de novembro. 

“Gráficos, fiquem de olho para não ficarem no prejuízo. Estaremos de plantão de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, para resolver esta e outras pendências. Só vamos parar no dia da véspera de Natal e Réveillon. O Sindigráficos conseguiu manter esta multa para evitar atrasos. Faça valer seu direito. Denuncie”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato.

O 13° salário é lei desde 1962, fruto da luta sindical dos trabalhadores. Não é bondade de nenhum patrão. Portanto, além do obrigatório dever de pagar o 13° no prazo definido, e a obrigatória multa diária pelo atraso, o trabalhador também precisa saber calcular o valor do seu 13°, que não é o mesmo do salário mensal.  Mas é o valor de uma média dos salários no ano, somado à média das horas-extras recebidas, e, se for o caso, do adicional noturno e de insalubridade.

“O valor do 13° deve ser calculado pela média da remuneração mensal. E isso inclui o salário, hora-extra, o adicional noturno e de insalubridade. Estará irregular se não for calculado assim. Se recebeu hora-extra no ano, ou algum desses adicionais, deve ser computado no cálculo. Mas jamais o valor do 13° deve ser só a média do salário no ano, se o trabalhador fez hora-extra e recebia tais adicionais”, fala Luís Carlos Laurindo, advogado do Sindigráficos. Em caso de dúvida, vá ao sindicato na sede em Jundiaí. SINDICALIZE-SE e fortaleça a luta.