GRÁFICOS DA CASA PUBLICADORA RECEBEM 2ª PARCELA DO 13º AMANHÃ. PLR JÁ FOI PAGA. E PODEM TER FERIADO EXTRA EM 2019

Nesta quarta-feira (20), encerra o prazo para todas as empresas pagarem a 2ª parcela do 13º salário dos seus trabalhadores. Os gráficos da Casa Publicadora também receberam a 2ª parcela da bonificação financeira anual (PLR), conforme negociado pelo Sindicato da classe (Sindigráficos) nos últimos dias. A empresa estava devendo desde 5 de novembro, prazo final definido pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. A entidade também já checou que a 1 parte do 13º foi quitada corretamente. Além disso, o Sindicato está em negociação com a empresa para inserir no calendário de 2019 um feriado adicional para os funcionários do local.

Especializada no mercado editorial religioso, com a produção de bíblias evangélicas, os donos da Casa Publicado (Marcos e Cláudio) assumiram o compromisso de regularizar a 2ª parcela da PLR de seus funcionários até o dia limite para o pagamento da 2ª parcela do 13º salário. Mas pagaram a PLR na última sexta-feira (14). “Portanto, resta pagar a 2ª parcela do 13 amanhã, conforme o prazo legal”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O dirigente foi há poucos dias na empresa em Várzea Paulista cobrar o pagamento da PLR e 13º salário. No local, verificou inclusive que as primeiras parcelas estavam quitadas.

O sindicalista, acompanhado do diretor Jurandir Franco, também verificou que a empresa está crescendo bastante e a produção bem aquecida. Ela já estuda inclusive a implantação de turnos. Contudo, qualquer mudança na jornada precisa ser negociada com os trabalhadores. E o Sindigráficos já se colocou em defesa da categoria. A entidade inclusive já começou as tratativas preliminares para construção de um acordo coletivo específico.

A Casa Publicadora ficou de apresentar no próximo mês uma proposta de reformulação da jornada de trabalho dos gráficos. O Sindicato, no entanto, já alerta que qualquer avanço nas negociações dependerá, de início, que a empresa conceda um feriado adicional no calendário do próximo ano.

“Não abrimos mão que no dia 7 fevereiro de 2019, que será uma sexta-feira, seja garantida uma folga remunerada para os trabalhadores”, conta Jurandir. Sete de fevereiro é considerado no Brasil o Dia Nacional dos Gráficos. Nas empresas que têm acordos, o sindicato reivindica tal direito. A entidade também exige que haja uma jornada que não seja excessiva, que sempre haja folga nos finais de semana, ou então de forma alternada.

O Sindigráficos também aproveitou a reunião dentro da Casa Publicadora para conhecer as instalações da empresa e conversar com os gráficos. Conversou sobre a importância da sindicalização de todos e entregou as filhas de filiação. A associação é crucial para fortalecer o sindicato para continuar nesta luta para garantir e manter os direitos dos trabalhadores.

MINISTRO DE BOLSONARO QUER CORTAR VERBA DO SENAI, ENTIDADE RESPONSÁVEL PELA FORMAÇÃO DOS GRÁFICOS

Paulo Guedes, o futuro ministro da Economia de Bolsonaro,defendeu nesta segunda-feira (17), no Rio de Janeiro, cortes no chamado ‘Sistema S’, que engloba organizações do sistema produtivo, como Sesi, Senai e Sesc, entre outros. Segundo ele, o corte pode chegar a 50% dos recursos. “Eu acho que a gente tem que cortar pouco para não doer muito. Se tivermos interlocutores inteligentes, preparados, que quiserem contribuir como o Eduardo Eugênio (presidente da Firjan), a gente corta 30%. Se não tiver, é 50%”, disse ele.

 

FONTE: Com informações do G1

DESTEMPERADO, GESTOR DA LOG&PRINT IMPÕE BANCO DE HORAS E AMEAÇA ACORDO ONDE GARANTE FOLGAS AOS SÁBADOS

No próximo dia 31, encerra a validade do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Log&Print onde garante aos trabalhadores duas folgas mensais nos sábados (1 e 2º turnos) e domingos (3º turno) e um menor desconto salarial pelo vale-transporte. Mas, apesar das duas reuniões já realizadas com o Sindicato da classe (Sindigráficos), a renovação do benefício está incerta para o próximo ano por conta de um dos diretores da Print Lazer – empresa que se fundiu com a Log&Print e hoje é sua gestora. A partir de janeiro, se a empresa não oficiar este ano uma nova reunião, o sindicato adianta que mobilizará os trabalhadores para decidirem se aceitarão perder mesmo estes e outros direitos que estão sendo atacados.

A última reunião teve que ser encerrada diante do destempero do gestor, impondo perda de direitos, fazendo acusações e achando assédio normal. Ainda impôs o fim do pagamento da hora-extra. Só quer banco de horas. Disse ainda que não retornará a votação secreta do empregado para troca das folgas – item inclusive já quase consolidados no novo acordo.

Quando questionado pelo sindicato sobre a pressão das chefias sobre os empregados para fazerem hora-extra, bem como a troca dos feriados e da ameaça de demissão em caso de recusa, considerado um crime de assédio moral, o gestor da Log&Print disse, durante a reunião com os sindicalistas, que considera isso nada de anormal. Pela lei, no entanto, nenhum trabalhador é obrigado a fazer hora-extra. A empresa inclusive precisa contratar mais funcionários se a demanda está muito aquecida. O serviço em excesso favorece acidentes de trabalho e o risco à saúde.

O destempero do gestor não fez com que só achasse tal comportamento normal, mas ameaçou a não renovação do contrato de folgas se o banco de horas não fosse aceito. Ou seja, diante da grande demanda produtiva na Log&Print que têm levado ao trabalho sem parar, inclusive com muitas horas-extras, o gestor quer manter o serviço em excesso sem precisar mais pagar adicionalmente por ele. E disse que continuará sem a votação secreta (como era) para o gráfico decidir sobre a troca das folgas.

O Sindigráficos, por sua vez, continua esperando que o gestor reveja sua posição e que respeite os trabalhadores da Log&Print. A entidade não acredita que os funcionários aceitarão parados a perda de seus direitos e conviverem em um ambiente de trabalho com pressão e serviço excessivo.  “Até 31 de dezembro, a decisão depende só da empresa, mas, em janeiro, os gráficos é que serão consultados e mobilizados para se posicionarem”, adianta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

GRÁFICOS REALIZAM CONFRATERNIZAÇÃO DE FINAL DE ANO DURANTE FESTIVAL DE FUTEBOL PROMOVIDO PELO SINDICATO

No último domingo (9), novos e velhos gráficos sindicalizados marcaram presença no festival de futebol, promovido pelo Sindicato da categoria. O evento foi realizado no Clube Arena em Jundiaí. O futebol, no entanto, foi só uma desculpa para que os trabalhadores se confraternizassem. Foi o que ocorreu. A maioria compareceu interessado mesmo em passar o dia de lazer junto da categoria. O futebol foi mais uma atração, a exemplo dos jogos dos gráficos da Cunha Facchini, Nova Página, Gonçalves e Jundiaí Embalagens. Espontaneamente, alguns outros trabalhadores assumiram a parte musical do evento. O sertanejo rolou solto. Foi puxado por Cicinho e sua dupla e por Bahia e filho, que são gráficos das empresas da região.

“O evento anual de futebol se tornou uma festa antes mesmo dos jogos iniciarem. Foi um dia de grande confraternização. Houve grande interação entre antigos e novos gráficos sindicalizados. Não havia clima de disputa no futebol, mas o desejo mesmo de festejar e passar um dia de alegria”, comemora Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O dirigente aproveitou para conversar com cada trabalhador presente e reforçar para a necessidade deles continuarem unificados em torno do sindicato e ainda convidar os colegas de trabalho para se sindicalizarem para manter a luta.

O sindicato entende que, em 2019, com o novo governo, vai ser preciso uma maior organização da categoria para evitar prejuízos sobre o salário, direitos e condições laborais. “O Sindigráficos precisa de mais associados para continuar firme na defesa do interesse dos próprios trabalhadores. A nova lei derivada da reforma trabalhista deu mais poder ao patronal contra direitos trabalhistas e sindicais históricos; somente juntos, vamos fortes” entende Jurandir Franco, diretor do Sindicato. Sindicalize-se e Proteja-se!

Em relação aos jogos, os gráficos da Nova Página venceram os da Cunha Facchini por 6 a 3. Na sequência, os trabalhadores da Jandaia ganharam dos empregados da Gonçalves por 11 a 4. Outros times não participaram. Muitos estavam incompletos ou sem nenhum jogador por conta do serviço adicional em várias gráficas, que precisaram chamar os funcionários para o trabalho extra, mesmo em um domingo, impedindo que participassem.