MUDANÇA NO HORÁRIO DE TRABALHO NA FLEXOPRINT PODE EVITAR PROBLEMA NO TRANSPORTE DE GRÁFICOS NA HORA DA VOLTA PARA CASA

Os profissionais da planta filial de uma gráfica paranaense em Indaiatuba enfrentam problemas para voltarem para casa quando largam. A empresa é a FlexoPrint, situada no distrito industrial, distante do centro da cidade. E o problema de transporte aumenta substancialmente para os gráficos do 2º turno por conta do horário diário do expediente. Eles largam sempre após a meia-noite, horário quando reduz radicalmente o sistema público de ônibus. Um ajuste na jornada de trabalho poderia reduzir essas dificuldades e fazer ainda com que pudessem chegar mais cedo em casa. O sindicato da classe se reuniu com a empresa há alguns dias para tratar da questão. A decisão final ficará a cargo da matriz da companhia no PR.

Além do benefício para os gráficos do 2º turno, a mudança do horário da jornada semanal de trabalho poderá beneficiar de outra maneira o pessoal do 1º turno. “A nossa intenção é fazer com que todos larguem pelo menos uns 30 minutos mais cedo. Se isto ocorrer, os trabalhadores do 1º turno poderão, por exemplo, ter tempo hábil para chegar e serem atendidos em agências bancárias; enquanto que o pessoal do 2º turno pegar o coletivo público antes da meia noite”, diz Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos.

O sindicato tem tradição na região de defender a melhoria da jornada dos trabalhadores. Desde 2003, quando os atuais líderes do órgão assumiram o comando da entidade, diversos acordos coletivos de trabalho já foram firmados com várias gráficas neste sentido. Hoje 25% da categoria já é beneficiada por algum acordo desses. Alguns com a jornada só de 2ª a 5ª feira, outros com expediente de 2ª a sexta-feira. E outros até sábado, mas alternado, além dos benefícios em busca da qualidade de vida do gráfico.

Nesta mesma lógica, o Sindigráficos colocou para a direção da Flexo Print a sua condição para construir um acordo de jornada para os empregados. “É preciso ter benefícios para a vida social do trabalhador. Portanto, como o expediente no local já é de segunda a sexta, o benefício inicial precisa garantir que larguem mais cedo diariamente”, pontou Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato. Uma proposta foi exposta e já está em análise.

O desfecho positivo, no entanto, com melhores conquistas, dependerá da integração dos gráficos junto ao órgão sindical. É crucial a sindicalização. Atualmente, o 1º turno inicia às 5h e larga às 14h48, enquanto o 2º turno pega às 14h43 e larga às 0h13. A proposta inicial é que o 1ª turno possa concluir o expediente às 14h18 (30 minutos antes), e o pessoal do 2º turno às 23h20 (44 minutos mais cedo em tempo de pegar o coletivo público). A Flexo Print tem 50 trabalhadores em Indaiatuba e mais 200 no Paraná.

CONQUISTAS DOS GRÁFICOS DA EMEPÊ, GARANTIDAS VIA SINDICATO, PODERÃO RETROCEDER POR FALTA DE SÓCIOS

Desde 2003, quando os atuais líderes da diretoria sindical assumiram o comando da entidade da categoria, conquistas para os gráficos têm sido postas e mantidas em empresas de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região. Um exemplo dessa importante atuação sindical pode ser visto na Emepê. No período, foi implantada uma lista de benefícios sem desconto salarial ou com valores simbólicos. Instalou-se também uma comissão de gráficos na fábrica para analisar as metas produtivas e distribuir parte dos lucros da empresa a cada seis meses. Sem falar na melhoria na jornada laboral. Apesar das conquistas, tem havido atualmente uma baixa união do gráfico da Emepê junto ao seu sindicato. 80% dos 240 profissionais ainda não se sindicalizaram, fragilizando a entidade. Isso pode prejudicar as conquistas.

O papel do sindicalizado é crucial mesmo para a preservação dos direitos. Hoje, por exemplo, frente a atual baixa adesão no número de associados, como nada é coincidência, a tabela de benefícios já começa a passar por mudanças. Os gráficos têm inclusive procurado o sindicato para reclamar. A cesta básica no local tinha desconto simbólico e agora passou para R$ 4.49. A refeição também tem sido cobrada uma taxa de R$ 25,94. E o vale-transporte passou a cobrar 1%. Mas, ainda assim, continua muito abaixo dos 6% ora permitidos pela lei. “Ainda assim, estamos discutindo com a empresa as razões do reajuste” informa Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

Na última semana, esse e outros temas foram tratados pelo sindicato com o advogado (Daniel Cassiatto) e a gerente de RH (Ana Célia) da Emepê. Além das mudanças na tabela de benefícios, Leandro voltou a questionar a empresa sobre mais denúncias de empregados de que o assédio moral continua acontecendo por parte de um líder– prática antes já combatida no local. A carga de trabalho na empresa é inclusive regulamentada por meio de um acordo feito pelo sindicato onde evita o trabalho todo sábado.

O Sindigráficos aproveitou ainda para tratar de outro acordo onde tem garantido para os trabalhadores da Emepê uma das maiores Participação nos Resultados (PR) entre todas gráficas da região. “O acordo traz inclusive a cláusula onde define um valor mínimo sendo superior à PLR das demais gráficas do estado, quando a meta não é atingida. Foi o que ocorreu recentemente. Cada gráfico recebeu cerca de R$ 750 de PPR pelos seis meses de 2019. Sindicalize-se!

“51 trabalhadores da Emepê já perceberam a importância de manter o sindicato vivo e fortalecido para continuar defendendo o interesse e os direitos de todos os gráficos no local. Estes já estão associados. Mas ainda faltam aproximadamente 200 trabalhadores da gráfica. Associem-se e fortaleça o sindicato para proteger seus direitos”, convoca Leandro.

SENADORES ALIADOS DO GOVERNO MARCAM DATA PARA DESTRUIÇÃO DA APOSENTADORIA DOS GRÁFICOS E DOS DEMAIS TRABALHADORES

A reforma da Previdência começará a ser votada no plenário do Senado, em primeiro turno, na terça-feira, dia 24 de setembro. À Agência Brasil, a presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senadora Simone Tebet (MDB-MS), explicou que o relator da proposta, senador Tasso Jereissati, ainda receberá as emendas de plenário e vai preparar um relatório referente a essas emendas. Enquanto isso, corre o prazo de cinco sessões em plenário para discussão do tema. A primeira sessão foi anteontem (10). Durante tal sessão, convidados usaram a tribuna do Plenário para criticar a reforma. Os convidados afirmaram que as mudanças vão prejudicar de maneira mais severa a população de baixa renda. Eles pediram que os senadores rejeitem ou alterem a PEC 6/2019 (reforma da Previdência) para diminuir as injustiças presentes no texto.

Crueldade – Nas palavras do estudioso Eduardo Moreira, a pior crueldade da reforma são as mudanças nas regras das aposentadorias especiais, concedidas a trabalhadores que desenvolvem atividades insalubres (como os gráficos). — Não há nada mais cruel na reforma do que a mudança nas regras das aposentadorias especiais. Quem são os aposentados especiais? É uma aposentadoria concedida ao cidadão que trabalha exposto a agentes nocivos acima dos limites estabelecidos, acima dos limites saudáveis. Se trabalhar mais do que aquilo, ele morre, ele tem um câncer, ele fica inválido. É assim que nós vamos tratar aqueles que fazem aquilo que nós não temos a coragem de fazer, aquilo que nenhum de nós se dispõe a fazer, mas aquilo que todos nós usamos? — questionou. Ele pediu para que “os senadores tenham coragem de mudar o que tem que mudar na reforma”.

FONTE: Com informações da EBC e da Agência Senado 

100% DOS GRÁFICOS DA INAPEL APROVAM ACORDO SINDICAL NO LOCAL ONDE EVITA TRABALHO DE 2ª À SÁBADO DESDE 2013

Na última quarta-feira (4), os gráficos da filial da Inapel se reuniram com o Sindicato da categoria (Sindigráficos) no parque industrial em Jundiaí. O assunto era do interesse dos trabalhadores. Dias antes, o órgão sindical havia conseguido garantir junto à empresa os termos para renovação de um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) onde melhora a jornada laboral de todos. Desde 2013, quando o sindicato conseguiu implantar o acordo pela primeira, acabou com a jornada semanal de segunda a sábado no local. Em vez disso, o serviço é realizado somente de segunda à quinta-feira. E ainda garante o Dia do Gráfico como feriado, tendo a empresa de pagar 150% de hora-extra para o profissional que tiver de trabalhar nesta data (7 de fevereiro). E igual valor no Natal, Ano, Sexta-feira Santa e Páscoa.

“Desde que implantamos o acordo, temos lutado para manter esta jornada especial para os trabalhadores da Inapel, e, até agora, temos conseguido renová-lo a cada dois anos”, ressalta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. Dois anos é o período máximo de validade do ACT relativo à jornada. Assim, esta é a terceira renovação. Depois de conquistado no ano de 2013, a 1ª luta sindical para mantê-lo foi em 2015, novamente em 2017, e, agora em 2019. O acordo terá nova validade até agosto de 2021.

É por isso que a jornada laboral na Inapel é bastante benéfica para os 76 funcionários da unidade filial em Jundiaí. Trabalham no sistema 4×3, ou seja, quatro dias de serviço (de segunda a quinta-feira) e folgam três dias (de sexta a sábado). “Com unidade e organização em torno do sindicato, o interesse e a vontade do trabalhador ganham sempre; mas sem união, só tem a perder. E muitos gráficos do local ainda precisam se filiar, já que apenas menos de um terço estão sindicalizados atualmente”, diz Leandro.

O Sindigráficos espera contar com 100% de adesão dos trabalhadores ao sindicato em consonância com a satisfação deles com a jornada especial mantida. 100% inclusive foi a participação da classe no último dia 4, data da assembleia e da votação do referido acordo. “Do pessoal dos setores administrativos, aos profissionais da produção, todos foram enfáticos, através de seus votos, sobre os benefícios na vida deles com a jornada de 11 horas diárias de 2ª à quinta. Aprovaram a renovação outra vez deste benefício do sistema 4×3 que o sindicato garante desde 2013. Esperamos que todos também se associem”, realça Jurandir Franco, diretor sindical.

A associação de todos os 76 gráficos da Inapel de Jundiaí é crucial para fortalecer o sindicato a fim de manter por mais tempo tal jornada especial. E ainda para manter outros bons benefícios em negociação de renovação. Na empresa, venceu, por exemplo, outros bons acordos para todos e que o Sindigráficos está em tratativa com a empresa. Um deles garante um piso salarial e uma PLR maiores que as demais gráficas na região. E outro acordo evita o banco de hora e obriga homologação sindical da rescisão, preservando direitos e a integridade física do trabalhador após demissão.