ASSEMBLEIA EM DEFESA DO SALÁRIO, PLR E DA PROTEÇÃO SINDICAL TEM GRÁFICOS DE MAIS EMPRESAS DO QUE A DO ÚLTIMO ANO

Nesta quarta-feira (17), representantes dos gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região, que aprovaram pauta de reivindicação salarial da classe no último domingo durante assembleia no Sindigráficos, levarão os pleitos dos trabalhadores à entidade patronal (Sindigraf-SP). A categoria exigirá dos donos das empresas a recomposição salarial diante da inflação desde 1º de novembro, quando houve o último aumento. Também pleiteiam um reajuste de 3% acima da inflação. E o mesmo percentual sobre o valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), este congelado há três anos.

A PLR é um dos direitos econômicos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), já conquistado pelo Sindigráficos há muitos anos e que continua válido até agosto do próximo ano, quando acaba a vigência da atual CCT. Mas para este ano, a preocupação da categoria será a abordagem só do reajuste sobre o piso dos trabalhadores e das demais faixas salariais, bem como referente ao aumento da PLR. A campanha salarial 2019, que será realizada mais uma vez em conjunto com os gráficos das regiões de SP, foi antecipada porque a data-base mudou. Agora ela é em 1º de setembro.

Embora não esteja na pauta de reivindicação, os gráficos na assembleia de abertura da campanha salarial no último domingo, esta marcada pelo maior número de empresas representadas pelos trabalhadores presentes se comparado à atividade do ano anterior, abordaram sobre a importância do fortalecimento da organização sindical da categoria para a superação das dificuldades, que crescem depois do golpe na presidência Dilma e da chegada do Temer e agora do Bolsonaro na comando do governo federal.

Desde a retirada de Dilma, os gráficos deixaram de ter reajuste maior que a inflação. Por outro lado, de 2003 até 2012, períodos dos governos Lula e Dilma, o ganho real sobre o salário da categoria foi superior aos 20%. Já de Temer em diante, com políticas contra os direitos dos trabalhadores e contra os sindicatos, o salário dos gráficos só recuperou inflação, sendo uma vez até de forma parcelada. E sobre a PLR nem reajuste houve mais. Portanto, a categoria demonstrou que lutar para continuar defendendo o seu direito é a única forma da superação dos desafios. Assim, mais que uma campanha por salário, sua luta é pela garantia de continuar lutando.

“O mais importante da assembleia de domingo não foi ver os empregados defendendo só sua pauta de reajuste salarial e da PLR, mas defendendo que a luta precisa ser mantida através do fortalecimento do seu sindicato para que possam evitar a perda de mais direitos diante da conjuntura atual de retrocessos que devida do governo inimigo do empregado e de patrões que fazem tudo pelo lucro, inclusive a imposição do rebaixamento salarial e menos direitos”, realça Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

Sendo sócio ou não, todo gráfico só terá o direito ao reajuste salarial, PLR e outros direitos coletivos a depender da negociação do Sindigráficos com o patronal. Os benefícios são garantidos para todos, mesmo não filiados. Portanto, quem enfraquece o sindicato, ameaça os seus próprios direitos e salários. Assim, como em anos antes, a classe aprovou na assembleia que todos beneficiados da CCT ajudarão na manutenção do Sindicato. É o meio justo de retribuírem pela assistência na negociação com o patrão. E, sobretudo, uma forma de garantirem a Sindigráficos na frente da luta.

Apesar disso, aos que viram às costas para quem defende seus direitos, o sindicato defende a consciência do trabalhador para fazer o que quiser. A oposição individual pode ser feita até quarta-feira da próxima semana através de carta manuscrita, assinada e levada pelo trabalhador na sede do Sindicato de Jundiaí, de Cajamar e de Vinhedo das 9h às 17h (exceto das 12h às 13h). A decisão e consequência é sua. Defenda seu Sindicato. A entidade pode garantir, enquanto existir, seu reajuste salarial e direitos.  O Sindigráficos atua na garantia deles e no cumprimento pelas empresas.

Truco e Dominó

Os profissionais gráficos campeões da nova edição do Torneio Anual de Truco e Dominó da categoria em Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região foi Paulo Araújo e Rivaldo dos Santos (Dominó), ambos da Jandaia; e os trabalhadores André Teixeira e André Junior (Truco) ambos da empresa Nova Página. A atividade de lazer ocorre todo ano após a assembleia de abertura da Campanha Salarial da classe, ocorrida no último domingo. O evento se estendeu depois com a atração musical formada pelo gráfico Cicinho (da gráfica Gonçalves) e Mané (da empresa Redoma). Obrigado

 

REFORMA TRABALHISTA COMPLETA DOIS ANOS E RETIRA DIREITOS ATÉ DAQUELES QUE PERDEREM SEU EMPREGO

Na última sexta-feira (12) a reforma trabalhista completou dois anos. Confira abaixo como ficaram os seus direitos e como os trabalhadores foram prejudicados com uma reforma que prometeu mais empregos e que, após dois anos, provou não melhorar coisa alguma. Com a alta do desemprego após dois anos de aprovação da reforma, a mesma ainda permite você negociar entre aceitar esses termos e ficar desempregado. LEIA MAIS 

FONTE: Com informações da Revista Fórum 

GRÁFICO QUE GANHA PISO SALARIAL TERÁ O PIS CORTADO NO PRÓXIMO ANO POR DECISÃO DE BOLSONARO E 379 DEPUTADOS

No dia 25 começa o pagamento do abono salarial do PIS dos gráficos e demais trabalhadores que recebem até cerca de R$ 2 mil de remuneração mensal. O abono é um direito financeiro para tais profissionais. Ganham um salário mínimo para complementar a renda uma vez por ano. O prazo para receber o PIS 2020/2021 segue até junho do próximo ano. Por sinal, será a última vez que os gráficos terão a oportunidade a este direito, como decidiu Bolsonaro e os 379 deputados federais que aprovaram a reforma da Previdência na última semana. A proposta cortou o PIS dos gráficos. Os gráficos e todos empregados que tem um piso salarial superior a um salário mínimo nacional não recebem mais o PIS. Portanto, agradeçam a Bolsonaro e aos 379 deputados favoráveis à reforma porque esta será a última vez que terá o direito ao complemento à renda com salário mínimo anual através do PIS.

Resta agora aprender que o voto não tem preço ou ilusão, mas consequência dura. “Isso é o resultado de quem decidiu votar em Bolsonaro iludido por várias razões e que não escutaram os conselhos do sindicato”, realça Leandro Rodrigues, que é o presidente do Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região (Sindigráficos).

Pela reforma aprovada, todos os gráficos ficam de fora do direito ao PIS. Aproveitem então esta última oportunidade de receberem. A liberação do pagamento está condicionada ao mês do aniversário de cada profissional. Depois disso, nada mais de PIS. Portanto, Bolsonaro e os 379 deputados prejudicaram os gráficos ao decidiram que quem recebe o piso salarial da classe, hoje de aproximadamente R$ 1,7 mil, não deve ganhar mais PIS.

O Sindigráficos repudia, mas relembra aos trabalhadores que isso resulta do voto em políticos ligados aos setores patronais e não de trabalhadores. Afinal, a reforma previdenciária só foi aprovada porque a grande maioria de deputados é ligada aos empresários e uma minoria aos trabalhadores.

“Votar em patrão, ou em quem é contra os trabalhadores, a exemplo de um sujeito como Bolsonaro, só prejudica o empregado que não só perderá o PIS, apenas uma maldade contida da reforma da Previdência aprovada. A classe trabalhadora não se aposentará mais ou terá de contribuir mais tempo e ganhar muito menos. Resta agora esperar a próxima eleição, já em 2020 para prefeitos e vereadores, e não votar nos políticos apoiados por estes partidos e políticos que fizeram estes males”, orienta Leandro.

GRÁFICA MINEIRA DE GRANDE PORTE SE INSTALA EM CAJAMAR, COMEÇAR A CONTRATAR E INICIARÁ OPERAÇÃO PRÓXIMO MÊS

A partir do próximo mês, o setor gráfico na região contará com mais uma empresa operando. O grupo mineiro Esdeva, localizado em Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais, já está em processo acelerado de contratação de profissionais para atuar no segmento editorial, mas sobretudo na área de Impresso de Segurança. A empresa funcionará na cidade de Cajamar. A previsão do rápido início da operação deriva da aquisição de uma outra empresa já em funcionamento no local, inclusive da compra das máquinas e manutenção de parte dos empregados. A intenção é iniciar a operação no mês de agosto ou no início de setembro.

De acordo com informações do Recursos Humanos do grupo empresarial, a gráfica adquirida foi a Metroprint, que atua com Impresso de Segurança. A Metroprint encerra as atividades em função de dificuldades financeiras. Diversas rescisões de trabalhadores foram feiras desde o começo do ano. Parte dos funcionários da empresa serão inclusive reaproveitados agora pela Esdeva. Outra parcela de trabalhadores, que enviaram os currículos para o Sindicato da categoria (Sindigráficos), também serão contratados.

De início, a gráfica mineira pretende contratar 30 trabalhadores para atuar na unidade de Cajamar. “Dos currículos que enviamos para a gráfica, os próprios profissionais nos informaram que iniciaram o processo seletivo”, conta Odair Tomé, que é assessor do Sindigráficos que atua no município.  A empresa terá mais de 30 gráficos. Outros profissionais devem chegar de outra unidade filial da Esdeva já em operação no estado de São Paulo.

O Sindigráficos já iniciou inclusive a negociação com a empresa sobre a jornada de trabalho dos futuros trabalhadores, antes de iniciar a operação. “Na próxima quinzena deste mês, a gerente de RH da Esdeva, Roberta Cardoso, estará por aqui na região. E teremos uma reunião para abordar sobre este e outros assuntos de interesse da empresa e da categoria”, diz Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos.

O dirigente adianta que a preocupação antecipada com a jornada laboral dos futuros trabalhadores da Esdeva visa evitar com que seja extensiva. A intensão da empresa é que o expediente funcione através de turnos.  “Dessa forma, vamos propor um Acordo Coletiva de Trabalho (ACT) para que a labuta semanal dos funcionários não ocorra em todos os sábados”, antecipa Jurandir. A proposta será a do trabalho em sábados alternados.