BOMIX ACEITA SUGESTÃO SINDICAL PARA REVER JORNADA DOS GRÁFICOS E LIBERA FERIADO ESTENDIDO DE NATAL E REVEILLON

Nesta segunda-feira (21), poucos dias após o novo dono da Rami, agora pertencente ao grupo Bomix, reunir-se com dirigentes sindicais e receber sugestão para repensar a proposta de trabalho dos gráficos nos domingos diante dos feriados de Natal e Réveillon, como será nas outras empresas do grupo, o Sindigráficos vai na empresa conferir com os trabalhadores o que acharam da nova proposta intermediada após o pedido da categoria. Segundo a Bomix, os gráficos gostaram e inclusive já aprovaram porque terão um feriadão estendido. O pessoal do 3º turno, por exemplo, não terá de laborar nas vésperas dos feriados e nem nos três dias posteriores. Ficarão de folga até o domingo. Só voltam nas segundas-feiras. Os outros turnos (1º e 2º) passam três dias seguidos em casa, a começar do feriado.

“Ninguém precisará trabalhar nos domingos para compensar a folga nas vésperas desses feriados, como a empresa propôs inicialmente. A Bomix mostrou sensibilidade ao nosso pleito e retirou tal proposta, oportunizando a folga estendida de três dias para os gráficos do 1º e 2º turnos e de quatro para o 3º turno, com a devida compensação no próximo ano. A empresa evitou inclusive que o pessoal do 1º e 2º turnos tivessem de trabalhar nos sábados, dia que faz parte de sua jornada semanal de trabalho habitual”, conta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, que parabeniza a categoria pela reivindicação ao sindicato e agradece a Bomix por aceitar.

A formulação do acordo do feriadão estendido levou em conta a própria jornada semanal dos trabalhadores. Houve uma migração do trabalho do sábado do pessoal do 1º e 2º turnos para a véspera dos feriados, o que evitou que tivessem de já compensar no domingo – dia fora da escala de trabalho normal. Mas a empresa os liberou do serviço nos sábados nestas semanas do Natal/Réveillon, devendo compensar os dias depois. Assim, folgarão três dias seguidos, do feriado até o domingo. A jornada semanal normal deles é das 5h às 13h20 (1º turno) e das 13h10 às 20h14 (2º turno)

A folga dos trabalhadores do 3º turno ficará ainda maior devido sua escala semanal. Eles trabalham só de segunda a sexta-feira, das 20h09 às 05h05, conforme um acordo coletivo de trabalho firmado com o Sindigráficos. A situação, portanto, não demanda troca do serviço de sábado pela véspera dos feriados. Assim, já iniciam a folga no dia antes do Natal e do Réveillon. O sindicato aproveita para pedir ao conjunto de trabalhadores que não se esqueça da entidade que não se limitou a ajudá-los rapidamente, apesar da maioria ainda não ser associado. Juntos somos fortes. SINDICALIZE-SE!

SINDICATO APURA DENÚNCIAS DE SALÁRIO REDUZIDO MESMO COM GRÁFICOS TENDO A JORNADA COMPLETA NA HORIZONTE

Antes da pandemia da Covid-19, quando ainda não havia a Lei Federal 14.020/20, válida até o final deste mês, nenhuma gráfica poderia reduzir o salário proporcional à jornada dos trabalhadores sem a aceitação do sindicato e aval dos envolvidos. Apesar do retrocesso na lei trabalhista, que deixou o gráfico mais vulnerável ao poderio econômico, ora criado pelo governo Bolsonaro e permitido até pelo Supremo Tribunal Federal, começam a surgir denúncias dos empregados de que existem gráficas extrapolando tal legislação. Queixas enviadas ao Sindigráficos apontam que a renda dos gráficos tem sido cortada mesmo com a jornada normal na Horizonte, em Jundiaí. Queixam-se, ainda, da falta do pagamento do 1/3 das férias e das parcelas da PLR deste ano, além do atraso salarial e o não pagamento da multa diária pela falha. E há dúvidas sobre a regularidade do FGTS.

“O Sindicato, cumprindo seu papel constitucional de único representante e defensor dos trabalhadores, notificou a gráfica para averiguar o caso. Convocamos a Horizonte para, em até 10 dias, reunir-se conosco para analisarmos se todas as reclamações, ou parte delas, procedem. Caso se confirmem de forma parcial ou na totalidade, será cobrada uma forma para regularização da situação em favor dos empregados, uma parcela deles inclusão já está sindicalizado”, explica Leandro Rodrigues, que é o presidente do Sindigráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região.

Além da denúncia da redução salarial mesmo com jornada total, sendo necessário a gráfica provar que isso não ocorreu ou então deverá pagar toda a diferença salarial dos respectivos meses, também foi denunciado que os gráficos não receberam nenhuma das duas parcelas da PLR de 2020. O dever da empresa, por sua vez, como determina a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, vencida em 1º de setembro/20, obrigava a quitação nas folhas salariais de fevereiro/20 e de agosto/20, já que a PLR de cada ano é baseada no ano anterior. Portanto, a PLR 2020 se refere ao período de 2019, ano que não teve pandemia. Assim, terá de comprovar que já pagou estas duas parcelas ou então pagá-las.

Será preciso também comprovar que já pagou o 1/3 constitucionais das férias dos trabalhadores, porque as queixas dizem que estão pendentes. O Sindigráficos buscará saber ainda como está o FGTS dos gráficos, inclusive se houve parcelamento deste direito fundiário junto à Caixa Econômica, bem como se está regular ou com problema. Ainda buscará esclarecimento sobre as denúncias de atraso salarial costumeiro de até cinco dias após o dia 5 de cada mês, contrariando a convenção de novo. Até o fim deste ano, por sinal, a CCT define multa de R$ 55,80 por cada dia de atraso. A partir de 2021, o valor da multa diária vai para R$ 57,45.

10 MILHÕES COM CONTRATO DE TRABALHO SUSPENSO TERÃO 13º SALÁRIO COM VALOR MENOR E PASSARÃO MAIS TEMPO PARA TIRAR FÉRIAS

Os milhões de trabalhadores que tiveram contratos de trabalho suspensos  serão surpreendidos no final do ano com valores mais baixos de 13º salário e terão de esperar pelo período de férias. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), dez milhões foram impactados com a suspensão do contrato ou redução de jornada e salário desde março, mas quem teve jornada reduzida não perde nem férias nem 13º. LEIA MAIS 
FONTE: Com informações da CUT

SINDICATO PROPÕE À BOMIX UM MEIO DE EVITAR O TRABALHO DOS GRÁFICOS DA RAMI NA VÉSPERA DO NATAL E RÉVEILLON

Nos últimos dias, muitos gráficos da antiga Rami em Jundiaí, vendida ao grupo baiano Bomix, mesmo não tendo costume de procurar o Sindicato da categoria, mudaram de postura diante de uma proposta coloca pela nova direção empresarial: ou trabalha em dois domingos ou terá mesmo de trabalhar na véspera do Natal e do Réveillon. Descontentes, eles recusaram a proposta de ter de trabalhar aos domingos, preferiam folgar mesmo que fosse descontado do salário, mas isso é uma prática ilegal. O fato é que a insatisfação é geral, sobretudo depois de se dedicarem o ano inteiro para a empresa superar uma crise ampliada pela pandemia, sujeitando-se até a queda em sua renda através da redução da jornada e do banco de horas. Diante disso, os trabalhadores solicitaram o apoio do Sindigráficos para tentar mediar outra proposta e não a do trabalho nestas datas, tampouco aos domingos. A demanda já foi levada à Bomix.

O Sindigráficos, que há anos vem lutando pela manutenção e conquista de direitos e melhoria salarial dos gráficos da Rami, tendo até o acordo coletivo de jornada de trabalho firmado com os antigos donos e ainda em vigor, que foi até objetivo recente de reunião com o grupo Bomix, já partiu em defesa do conjunto dos gráficos e se reuniu ontem com o novo dono da Rami, Alexandre Rosário, e parte de sua diretoria no sindicato.

“Falei do descontentamento dos trabalhadores e sugeri que não fosse colocado o trabalho aos domingos, tampouco nas vésperas desses dois feriados, muito menos folga com desconto salarial pois é ilegal. Sugeri a liberação de todos nas vésperas de Natal e Réveillon e que essas horas fossem compensadas depois em dias normais da jornada de trabalho deles”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

A empresa ficou de analisar e apresentar sua proposta aos empregados. A Bomix lembrou que também não quer que ninguém tenha de trabalhar na véspera dos feriados, por isso propôs o labor no domingo, como fez nas outras plantas que possuem em Jundiaí e na Bahia. Ainda pontuou que têm boas perspectivas para a Rami. Já fez 44 novas contratações.  

O sindicato espera que a empresa possa atender os gráficos da Rami e leve em consideração todos os esforços que fizeram durante um ano difícil para todos. O Sindigráficos já está tratando de outras pautas com a direção da Bomix. O reajuste do defasado valor do vale-alimentação é uma das demandas. Outro é com relação à saúde do pessoal no setor do acabamento em risco diante do peso que estão sendo submetidos.

Por outro lado, Leandro alerta a todos os trabalhadores da Rami/Bomix que a falta de unidade e organização sindical dos mesmos, deixa-os mais frágeis diante de qualquer situação negocial porque fragiliza o seu sindicato, única entidade de atua na defesa da classe sistematicamente. Portanto, embora a negociação sindical já esteja em curso com a gráfica, a realidade reforça uma necessidade para que todos se sindicalizem. Somente juntos os gráficos são realmente fortes. SINDICALIZE-SE!