SINDICATO CHECA COM ADVOGADA E GRÁFICOS DA CCL QUEIXA DE EXTRAPOLAÇÃO DE JORNADA EM INVESTIGAÇÃO PELO MPT

Na última semana, após a advogada da CCL Industries do Brasil, Solange Fiorussi, reunir-se com dirigentes sindicais e negar que existiria jornada de trabalho excessiva de 12 horas diárias na unidade filial de Vinhedo/SP, o Sindigráficos também consultou alguns trabalhadores da empresa. Os empregados consultados confirmaram a posição da jurista onde dizia ser infundada a denúncia anônima enviada ao Ministério Público do Trabalho (MPT). O sindicato tentou contato com mais gráficos, porém, infelizmente, a maioria dos 300 empregados ainda prefere se manter afastada da sua representação sindical, mesmo depois da empresa continuar desde 2018 sem renovar o acordo coletivo de trabalho, onde regulamentava a jornada.

“Apesar dessa realidade na qual os próprios gráficos fragilizam-se ao não se organizarem junto ao sindicato, que esperamos que isso possa mudar para o bem deles mesmos, nós fizemos nosso papel sindical em proteção deles, verificando a denúncia anônima de alguém enviada ao MPT. Dessa forma, após ouvirmos a representante da empresa e alguns gráficos onde todos eles garantirem ser infundada a queixa, informamos à procuradora federal que investiga o caso que o sindicato não tem elementos para falar que procede a denúncia de jornada excessiva”, conta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região.

O Sindigráficos reafirma seu compromisso com a verdade, princípio este que norteia a comunicação da entidade. “Portanto, não temos evidências para validar esta denúncia anônima enviada ao MPT sobre a extrapolação de jornada de 12 horas diárias de segunda à quinta-feira e também na sexta”, diz Leandro. Ele conta inclusive que checou ainda como está sendo feita a jornada semanal na atualidade, mesmo pendente de acordo de jornada, situação que o sindicato espera que a CCL possa retomar a negociação, bem como os trabalhadores possam se sindicalizar para fortalecer a luta.  

“Pelas informações apuradas, continua havendo dois turnos de serviços dos gráficos da produção. O 1º turno vai das 6h às 16h de segunda-feira à quinta-feira, largando às 15h na sexta. O 2º turno vai das 16h às 01h27 de segunda-feira à quinta-feira, largando às 23h55 na sexta-feira”, informa Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. Também há outros horários para o pessoal do setor administrativo e da manutenção. “Porém, sem garantir o acordo de jornada, nenhum desses horários está regulamentado” fala.    

GRÁFICOS SEGUEM EXEMPLO DE METROVIÁRIOS EM DEFESA DE SEUS DIREITOS E DEFINEM PAUTA DE REIVINDICAÇÃO PARECIDA

Nesta semana, infelizmente, diante da ineficiência do governo federal no combate à covid-19, mais de 90 mil brasileiros morreram, como o gráfico Edilson Ribeiro, da Gonçalves em Cajamar. Portanto, a responsabilidade das empresas com os trabalhadores não diminui por conta da pandemia, mas aumenta para a garantia da proteção da saúde e segurança deles. A crise não pode ser usada como desculpa para precarizar o trabalho e a vida dos empregados, mas mantê-los. Neste espírito, os metroviários não aceitaram a redução de seus direitos, apesar de ser o desejo do governo. Seguindo tal princípio, atentos às restrições de aglomerações para evitar o contágio do coronavírus, gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região se reuniram no seu sindicato anteontem (29), em assembleias realizadas em três horários distintos: manhã, tarde e noite. Aprovaram uma pauta de reivindicação enxuta e apresentarão ao patronal nesta segunda-feira (3).  
 
“A categoria aprovou uma pauta onde o foco é a preservação dos direitos da Convenção Coletiva de Trabalho e a recuperação das perdas salariais diante da inflação anual. Entenderam que não é o momento de cobrar das empresas novas pautas econômicas devido à crise sanitária, tampouco é justo o patronal se aproveitar da situação caótica para retirar direitos que já existem. Por esta razão, a reivindicação é a manutenção dos direitos já existentes, a exemplo da Participação dos Lucros e Resultados (PLR). A pauta enxuta é equilibrada e estará sendo entregue, em conjunto com as reivindicações dos trabalhadores gráficos das demais regiões do estado de São Paulo”, diz Leandro Rodrigues, que é presidente do Sindigráficos.
 
A única pauta “nova”, a qual não pode ser nem assim classificada porque foi retirada pelo patronal em 2018, é a volta da obrigatória homologação no sindicato da rescisão contratual dos trabalhadores de todas as gráficas da região. “Não basta ter apenas a recomendação patronal, como é hoje, mas esta cláusula deve ser reintroduzida em nossa convenção coletiva de direitos, pois, desde que ela foi retirada, muitas gráficas atropelam tal recomendação do sindicato dos patrões, e fazem a rescisão de todo jeito. Com isso, temos acumulado casos de empresas que demitem e pagam aos gráficos o que querem, como e quando querem, demitem até doente, sendo corrigidos somente alguns desses casos, mas apenas quando chegam até nós”, fala Leandro.
 
A campanha salarial 2020 dos gráficos da região, que inicia oficialmente agora, será em homenagem ao gráfico Edilson, que, antes de ser vitimado pela covid, sempre foi sindicalizado e já esteve em várias campanhas em prol dos direitos da categoria, como bravamente fizeram os metroviários está semana, não permitindo a retirada de direitos como defendia o governo João Dória.
 
Com este símbolo de consciência política da classe trabalhadora, os gráficos, durante a assembleia anteontem, definiram ainda o prazo para que aquele trabalhador que, infelizmente, não queria contribuir com o custeio sindical para a luta nesta campanha pela manutenção dos seus próprios direitos. O prazo iniciou a partir do dia da assembleia e termina dia 7/8. O gráfico, que se enquadrar neste perfil contra o fortalecimento desta luta, precisa ir nas sedes regionais da entidade em Jundiaí ou em Cajamar, das 9h às 12h e das 13h às 17h, e entregar pessoalmente a sua carta de oposição, escrita de próprio punho em duas vias.
 
 

METROVIÁRIOS ENFRENTAM OS DESAFIOS DA PANDEMIA COM A INTRANSIGÊNCIA PATRONAL E GARANTEM TODOS OS SEUS DIREITOS 

Ao invés da redução do adicional noturno, dos valores de horas extras de 100% para 50% e da contribuição da empresa para o plano de saúde dos trabalhadores do metrô, o governo João Doria (PSDB) e a Companhia do Metropolitano de São Paulo voltou atrás da imposição após a categoria  decretar paralisação há dois dias. Os direitos foram mantidos independente da pandemia do coronavírus, como tentou como o governo tentou usar este pretexto para atacar os direitos históricos. Isso demonstra, mais uma vez, para todas as categorias profissionais, a exemplo dos trabalhadores gráficos, que somente só a luta garante direitos. LEIA MAIS 


FONTE: CUT-SP

ATÉ 2022, MESMO COM PANDEMIA, SINDICATO RENOVA ACORDO COM LITOBAND PARA GRÁFICOS FOLGAREM EM MAIS SÁBADOS

Nesta quarta-feira (29) completa uma semana que o conjunto dos gráficos da LitoBand, que fica em Jundiaí, aprovou a renovação de um acordo coletivo negociado pelo sindicato com a empresa em favor da categoria. O acordo garante a jornada de trabalho semanal de segunda a sexta-feira enquanto a produção estiver modificada pelos efeitos econômicos diante do coronavírus. Mas, quando ficar aquecida de novo, volta a operar nos sábados, sendo que o trabalhador não precisa ir todo sábado. Os gráficos terão folgas em sábados alternados. O acordo é valido até julho de 2022.

“A grande maioria dos trabalhadores aprovaram o acordo durante votação secreta realizada na semana passada. Fomos até a empresa e levamos a proposta de renovação do acordo durante quatro assembleias feitas no auditório da LitoBand em horários distintos, garantindo o distanciamento social devido à covid-19”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região (Sindigráficos).

A aprovação foi em peso. Foi unanime entre os trabalhadores dos setores administrativos que participaram da votação. O mesmo se repetiu com os gráficos que trabalham neste horário por conta dos efeitos da pandemia. Todos os 49 profissionais votantes desse horário foram favoráveis. Houve também grande aprovação dos gráficos que trabalham no horário noturno. Três dos quatro empregados que participaram do processo votaram sim. A empresa tem cerca de 70 trabalhadores, uma parte estava de férias, ou afastados por conta de alguma medida em relação ao combate à covid.

Em relação a pandemia, a empresa também tem se destacado por não adotar nenhum tipo de medida do governo federal onde tem provocada a queda da renda dos trabalhadores, como a redução de jornada/salário e suspensão de contrato de trabalho temporária. Até agora, a LitoBand fez medidas administrativas, conforme as orientações do sindicato para todas as gráficas da região. Entre elas, licenças, férias e o trabalho home-office.

A empresa também não demitiu nenhum gráfico durante a pandemia. Por sinal, o acordo renovado garante a proteção aos direitos dos empregados até quando são desligados do trabalho. Desde 2018, um ano após a lei da reforma trabalhista flexibilizar a obrigação da homologação sindical da rescisão contratual do trabalhador, esta obrigatoriedade permanece entre o Sindigráficos e a LitoBand por força do acordo coletivo agora renovado.

A homologação é uma proteção para o profissional na hora de demissão, pois confere se todos os direitos foram incluídos na rescisão, bem como se foram pagos adequadamente. E ainda impede a demissão se tiver com alguma doença. A obrigatoriedade da homologação no sindicato continua até dia 21 de julho de 2022, prazo final do acordo, período que o sindicato voltará a lutar pela garantia de outra conquista: feriado do Dia do Gráfico, não possível de avançar este ano por conta da pandemia, mas também em função do ainda baixo número de gráficos sindicalizados na empresa. Fichas de sócios já foram inclusive distribuídas com gráficos interessados. Juntos somos sempre mais fortes. O sindicato precisa de você. ASSOCIE!