PARA CONTER SURTO DE COVID-19, SINDICATO ORIENTA GRÁFICAS A PARAREM PRODUÇÃO E DAREM LICENÇAS E FÉRIAS COLETIVAS

Desde ontem (19), diante do avanço do número de casos confirmados de coronavírus e da mortalidade, sobretudo entre os idosos e pessoas com doenças crônicas, indústrias gráficas de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região estão sendo recomendadas pelo Sindicato dos trabalhadores (Sindigráficos) a adotarem medidas para evitar a propagação da doença e as mortes dos trabalhadores e seus familiares. A entidade se coloca aberta às empresas para que busquem uma solução negociada a fim de atenderem as recomendações do órgão de saúde de modo a garantirem que funcionários também consigam evitar a aglomeração de pessoas, o contágio, a transmissão e a mortalidade diante do avanço da pandemia.

Para tanto, o Sindicato orienta que o ideal para todas as empresas da região é que parem a produção, se possível, e que garantam a licença remunerada de todos os trabalhadores nos termos do artigo 133, inciso II, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).  “Que sejam liberados urgentemente, principalmente aqueles profissionais considerados de alto risco segundo as entidades médicas, a exemplo de empregados a partir de 60 anos e todos aqueles mais jovens com alguma doença crônica, como diabetes, hipertensão, doenças respiratórias, baixa imunidade e etc.”, realça Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

As autoridades orientam o isolamento das pessoas em casa para evitar o surto maior do Covid-19, que está somente começando no Brasil, mas matou sete pessoas só nesta semana, sendo cinco em São Paulo, estado que já representa mais da metade dos casos de infectados no País. Um dos mortos passou dias em uma casa de repouso em Jundiaí. Desse modo, é indispensável todos darmos as mãos, sindicato, empresa e trabalhadores, para se evitarmos a transmissão descontrolada. Por isso, é crucial parar a produção neste restante de março e abril”, diz Leandro.

Em caso da impossibilidade de a empresa garantir licença remunerada para todos os seus trabalhadores, o Sindigráficos orienta que isso seja garantido ao menos para os empregados considerados mais vulneráveis à doença. “Se preferir, a gráfica pode implantar ainda para os outros funcionários o sistema de férias coletivas nos termos do artigo 139 da CLT, liberando-os do trabalho sem ônus a ninguém. É recomendável dar as férias vencidas. “Nosso único interesse é evitar o agravamento desta crise sanitária em defesa da vida de todos, mas sem penalizar o trabalhador, como quer o governo Bolsonaro ao propor corte salarial”, fala Leandro.