PARA NÓS DO SINDICATO IMPORTA SIM QUE O GRÁFICO SE APOSENTE ANTES DE MORRER, DIZ EM ATO CONTRA A REFORMA

Na última sexta-feira (22), diferente do que pensa o superministro de Econômica de Bolsonaro, Paulo Guedes, ao defender as mudanças radicais na regra da Previdência onde fará com que os trabalhadores morram sem aposentadoria, o Sindicato dos Gráficos (Sindigráficos) defendeu justamente o contrário ao protestar na Avenida Paulista, na capital do estado. A entidade se somou a outros sindicatos inclusive contra o governador paulista João Dória, que defendeu a reforma da Previdência de Bolsonaro na íntegra. Se ela for aprovada, elevará em bastante anos o tempo de contribuição dos trabalhadores ao INSS e ainda rebaixará significativamente o valor do benefício para poucos que sobreviverem após 40 anos de trabalho em condições precárias.

Para Paulo Guedes, homem de plena confiança de Bolsonaro, o qual ainda não apresentou um projeto sequer para retomada da economia e dos postos de trabalho no Brasil, o que importa é economizar com as aposentadoria e pensões dos trabalhadores. Em sua reforma, que já sofre grande rejeição do povo, inclusive dos setores apoiadores de Bolsonaro, como dos evangélicos e dos trabalhadores não religiosos, pois não aceitam perder a sua aposentadoria, o ministro que render R$ 1 trilhão com a reforma da Previdência, ou seja, retirar este valor que seria destinado à aposentadoria e à pensão dos trabalhadores.

Para Guedes, as novas regras previdenciárias têm que ser radicais. Ele avalia que não vale muito uma reforma onde retire menos que R$ 1 trilhão de recurso que seriam usados para as aposentadorias. E diz isso quando perguntado se pode amenizar a reforma da Previdência. Segundo ele, se economizar menos de R$ 1 tri, poderá comprometer o sistema de capitalização da Previdência defendido pelo governo. A capitalização, em outras palavras, é a privatização da aposentadoria no país. Será gerida pelos bancos, os quais aplicam as maiores taxas de juros do mundo. Imagina como será a aposentadoria privada? No Chile isso foi feito. E a miséria e o suicídio de idosos tornou realidade.

“Portanto, o governo defende tal reforma da Previdência para tirar o dinheiro que seria usado para garantia da aposentadoria dos gráficos antes de morrerem. E, com a capitalização, quer tirar a aposentadoria e pensão do trabalhador para passar para os bancos lucrarem”, conta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. E tira do trabalhador quando propõe na reforma o fim do pagamento do PIS para todos os gráficos que recebem até R$ 2 mil, o fim do FGTS e da multa de 40% para os gráficos aposentados que estão na ativa, quando reduz pela metade o valor da pensão, quando desconsidera o trabalho insalubre do gráfico com o fim da aposentadoria especial, quando condiciona a aposentadoria por idade mínima desde que contribua com 40 anos.

Portanto, o Sindigráficos continuará na luta contra a reforma porque a entidade se importa com o direito da aposentadoria dos gráficos, ou seja, diferente de Guedes e do governo Bolsonaro, se importa sim com que o(a) trabalhador(a) gráfico(a)se aposente antes de morrer. Contudo, não adianta apenas o sindicato na luta. Chegou a hora de cada trabalhador entender que a eleição presidencial já terminou. E, independente de quem ganhou, não pode apoiar o fim do seu direito. O Sindicato manterá a luta pela aposentadoria de todos e convoca a categoria para entrar e elevar na luta contra a reforma previdenciária.