PASSADAS AS ELEIÇÕES, ATAQUE DO TEMER COMEÇARÁ SOBRE OS INVESTIMENTOS EM SAÚDE E EM EDUCAÇÃO

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Duas gerações que ainda estão para nascer nos próximos 20 anos não têm importância para o governo federal se levarmos em consideração a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 241) enviada ao Congresso Nacional com o objetivo de congelar por duas décadas os gastos em saúde, educação, habitação, saneamento e infraestrutura urbana”. O atual investimento público já não é suficiente para atender as carências da população que está viva, que nos próximos anos tende a envelhecer e precisará de mais cuidados, imagina como ficará com congelamento? O presidente Temer, no entanto, tem esta proposta como prioridade do seu governo para deputados e senadores aprovarem ainda este ano. A Confederação Nacional dos Trabalhadores Gráficos (CONATIG) repudia esta iniciativa que inverte o viés política para prejudicar os mais pobres, bem como os trabalhadores que mais precisa dessas políticas públicas. O congelamento de gastos significa cortar gastos em educação e saúde, por exemplo, setores vitais para a sociedade.  “Com a mudança, os mais pobres e a classe trabalhadores serão duramente penalizados que, com a piora do atendimento nestas áreas diante do corte de investimento por 20 anos”, critica Leonardo Del Roy, presidente da CONATIG. Mais de 80% dos gráficos brasileiros, por exemplo, que laboram em empresas com menos de 10 funcionários, não têm o benefício de plano de saúde privado, mas recorrem ao setor público (SUS), que sofrerá com tal PEC.

Del Roy questiona como o governo propõe algo tão nocivo a população: Temer está buscando uma saída para reduzir o custo Brasil às custas do trabalhador e os mais pobres, enquanto não cria nada para as elites. “O maior custo do país continua sendo o pagamento da dívida pública, aliás, o pagamento dos juros desta dívida, ou seja, dinheiro para bancos e os mais ricos investidos”, questiona Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí.

O congelamento dos gastos públicos sobre os mais necessidade é um ataque sem precedentes. “Até agora não ouvi uma fala deste governo para fiscalizar as empresas sonegadoras de INSS e FGTS. Não vejo o governo falar em fazer um devassa nestas empresas irregulares, mas o ataque é nos gastos públicos para saúde, educação, previdência e etc. “Além disso, ainda quer mudar também as leis trabalhadores para retirar os direitos dos empregados para beneficiar os empresários e ainda diz que será melhor para a classe trabalhadora. Inacreditável”, diz Del Roy.

FONTE: CONATIG