PAUSA DO LANCHE SEM LANCHE COM COMPENSAÇÃO DO TEMPO NO FIM DA JORNADA E CALOR NA G. GONÇALVES

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Um intervalo de 15 minutos destinado para o lanche dos trabalhadores da gráfica Gonçalves, em Cajamar, tem gerado muita insatisfação entre eles. E têm dois motivos. Não é oferecido o lanche durante tal parada e este tempo ainda deve ser compensado por eles no final do expediente diário. Sem lanche e ainda largam 15 minutos depois da jornada. Essa é a rotina de todos os trabalhadores da empresa, já que o intervalo ocorre nos dois turnos. O calor excessivo, devido à falta de exaustão adequada na produção, tem sido motivo também de reclamação ao Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Gráficas de Jundiaí e Região (Sindigráficos). Ao tomar conhecimento, a entidade de classe foi até a empresa e já a convocou para tratar de resolução rápida dessas questões. Problemas relacionados a desigualdades salariais e desvios de funções de gráficos na Gonçalves será o terceiro ponto a ser discutido entre os envolvidos.

GON2“Descobrimos estes problemas na empresa durante nossa habitual ida às gráficas da região para conversar com os trabalhadores. E é preciso que a Gonçalves se pronuncie sobre tudo isso”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O dirigente conta inclusive que a empresa já tomou conhecimento dos problemas, através do recebimento do ofício convocando-a à reunião no sindicato, e disse que iniciou estudo técnico referente ao calor para apresentar quais as necessárias medidas sobre o caso. Os detalhes das iniciativas serão debatidos durante a reunião. O sindicato adianta que, conforme sinalizou os trabalhadores, o problema diz respeito a falta de exaustão suficiente frente ao calor que dissipa das máquinas. De todo modo, é preciso que seja apresentado os estudos e a solução efetiva para não continuar prejudicando os trabalhadores.

GON5Em relação à parada para o lanche sem lanche, o Sindigráficos defende uma alternativa apresentada pelos próprios trabalhadores durante a ida da entidade ao local. “A solução é acumular ao invés de conceder os 15 minutos de parada durante os dias da jornada semanal e liberá-los de uma só vez em um dia especifico da respectiva semana”, transmite uma das propostas dos trabalhadores o diretor do Sindigráficos, Jurandir Franco. Ou seja, liberar uma hora mais cedo durante um dia da semana. Uma outra sugestão é, de fato, que haja a parada para o lanche e isso implica que a empresa forneça-o, sem repassar o custo para os gráficos.

 

Injustiça salarial e desvio de função   

GON3Muitas vezes, o trabalhador gráfico procura estudar e se aprimorar no exercício de sua e outras funções dentro da empresa. Mas, infelizmente, é injusto e comum, não ser promovido ou reconhecido financeiramente pela gráfica, e só receber mais tarefa e cobranças, mesmo com função e salário iguais. É nesta hora que, além de desestimulo e indignação, o trabalhador reflete que pode está sendo vítima de injustiça salarial e até mesmo de desvio de função, o que pode ser revertido por meio judicial.

“Porém, é muito difuso e complexo ações neste quesito, sendo muito necessário o trabalhador procurar o Sindigráficos, que disponibiliza seu setor jurídico para estudar cada caso e todas as suas particularidades, a fim de garantir que a justiça seja efetivamente aplicada”, diz o advogado do Sindigráficos, Luisinho Laurindo, alertando à categoria. Ele aconselha aos trabalhadores que tenham dúvida sobre esta questão a procurar o sindicato, em especial os gráficos da Gonçalves que reclamaram sofrer de tal problema, conforme denunciado a sindicalistas na última semana.

GON4O ideal para evitar injustiças e dúvidas sobre tal injustiça salarial, bem como o desvio de função, que é passível de penalidades legais, é criar critérios objetivos e transparentes na hora das promoções dos gráficos. “Basta montar e implantar um Plano de Cargos e Salários. Isso resolve”, defende Marcelo Sousa, diretor do Sindigráficos. Este Plano de Cargos e Salários, que deve ser montado e aplicado ouvindo todos os setores e hierarquias da empresa, estabelece os cargos, funções e respectivos salários para cada situação. Portanto, o plano, que deve ser pautados por méritos dos trabalhadores e sem critérios subjetivos das pessoais  envolvidas nestes processos, valoriza o trabalhador e potencializa os negócios da empresa, a partir desse exercício de uma gestão moderna.