PEC 241 SERÁ VOTADA HOJE. A PROPOSTA VISA CONGELAR GASTOS PÚBLICOS POR 20 ANOS, INCLUSIVE SEU SALÁRIO

pec241

Gráfico, antes de ficar alheio ou de apoiar acriticamente sem saber o que ocorrerá com o Brasil e com você depois que a Projeto de Emenda à Constituição (PEC) 241 (congela gastos públicos por 20 anos) concluir sua aprovação na Câmara e no Senado, é importante saber que o seu salário também pode ser congelado ao longo dos 20 anos, além dos recursos para saúde, educação e muito mais, o que exigirá de você investir parte do seu salário congelado neste itens. O salário mínimo, por exemplo, seria R$ 400, menos da metade do atual se a PEC do presidente Temer já estivesse em vigor ha 20 anos. Como o salário mínimo, o qual teve aumento real nos últimos 12 anos, é uma grande referência às negociações salariais das categoria profissionais, inclusive os gráficos, o congelamento do mínimo terá reflexo negativo sobre o salário de toda a classe trabalhadora no Brasil. A Confederação Nacional dos Trabalhadores Gráficos (CONATIG) repudia este projeto impopular e antitrabalhista e alerta a categoria para não cair no discurso falacioso de que a PEC é bom para o Brasil se não será bom ao povo. “Nos últimos anos, com exceção dos dois últimos de crise econômica, a maioria dos gráficos brasileiros garantiram reajuste acima da inflação, mas com a PEC do Congelamento, isso não ocorrerá mais, mesmo com o fim da crise”, critica Leonardo Del Roy, presidente da CONATIG. Se o mínimo será congelado por 20 anos, imagina os salários maiores? Esta PEC do Temer pode ser boa para a elite nacional, mas não será para a classe trabalhadora.

Se as regras da PEC do Teto dos Gastos tivessem entrado em vigor há 20 anos, a economia aos cofres públicos teria sido bastante eficaz, mas o salário mínimo em vigor no País não chegaria à metade do valor de hoje. Estaria em R$ 400 ao invés dos R$ 880, como demonstrou um pesquisador do Departamento de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas.

Infelizmente, a PEC foi aprovada em 1º turno na Câmara. Se aprovada novamente, segue para o Senado. Ele congelará os gastos até 2036, independente de crise. Uma estimativa ilustrativa nos últimos dez anos, considerando se a PEC valesse desde 2006, mostram sérios problemas  no atendimento da população nos setores de saúde e educação pública. O orçamento da saúde em 2016 foi de R$102 bilhões; com a PEC seria de R$65 bilhões. Na educação, ainda pior, o atual orçamento de R$103 bilhões seria de R$31 bilhões, apenas um terço. “Com menos saúde e educação, o trabalhador precisará investir seu próprio salário, também congelado, para cuidar da sua saúde e da sua família”, criticou Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Gráficos e Jundiaí e Região.

FONTE: CONATIG