MAIS FAMÍLIAS EXPULSAS DE MORADIAS EM CAJAMAR, ENQUANTO JUÍZES TÊM SUPERSALÁRIOS E AUXÍLIO-MORADIA

Enquanto a pequena parcela endinheirada do povo brasileiro convencer, com a ajuda da mídia, a grande maioria a se indignar contra as políticas de assistência social, a exemplo do Bolsa-família para os mais pobres, a atual inversão de valores continuará no Brasil. Uma dessas imoralidades é aceitar que juízes e promotores ganhem por mês acima do teto salarial (R$ 33,7 mil) e mais um auxílio-moradia (R$ 4,3 mi), mesmo tendo casa  na região que atua. Por outro lado, essa mesma (in)Justiça, que deveria zelar pela Constituição, inclusive quanto ao direito à moraria para todos brasileiros, não tem garantido tal direito, nem mesmo via auxílio moradia  para milhões de famílias empobrecidas e desempregadas. Alem disso, ainda autoriza a polícia a expulsá-las das áreas ocupadas para este fim constitucional. Ocorreu há pouco com centenas de famílias nos distritos de Jordanésia (Stª. Terezinha) e Polvilho (Portal dos Ipês), ambos em Cajamar.

“Enquanto se aceita tudo para os ricos, como auxílio moradia para o juiz Sérgio Moro, com supersalário, milhões de famílias pobres estão sendo expulsas violentamente de suas justas ocupações, como em Cajamar”, fala Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Gráficos na região (Sindigráficos). A sede regional da entidade em Cajamar continua como  apoio para a organização dos movimentos sociais em defesa da classe trabalhadora e de toda população. O dirigente não esconde sua revolta. Ele defende que o auxílio de juízes deveria ira para moradia dos pobres.

Infelizmente, a imoralidade continua como se fosse normal. O juiz Moro, por sua vez, defende seu auxílio. E ele não está só. Absurdamente, 100 juízes federais estão dispostos a convocar uma greve nacional se o STF por para votar o fim do auxílio. Esta chateados porque a presidente do STF, Cármen Lúcia, marcou o julgamento de uma ação justamente sobre o pagamento de auxílio-moradia a juízes federais para 22 de março.

O juiz Moro, por exemplo, justifica que manter o auxílio-moradia é necessário porque seu supersalário está defasado. Convenhamos, mas e o que tais juízes podem dizer sobre os milhões de famílias sem salário e moradia?

A Justiça e o Poder Público mandam a polícia para arrancá-los de onde elas estiverem. “Outra reintegração já está para ocorrer em Cajamar, na área central da Cimiga, onde deve deixar mais famílias ao relento como aconteceu com 100 famílias no Polvilho e mais 106 em Jordanésia”, diz Raimundo Nonato, liderança popular e política na cidade. Ele denuncia inclusive que ninguém recebeu o auxílio-moradia. Nem nada é feito para construir 1,5 mil casas populares numa área no próprio município, cujo o próprio Nonato conseguiu para tal fim, através do Programa Minha Casa Minha Vida, ainda no ano de 2015, quando ele estava como vereador.

O Sindigráficos continuará denunciando tais imoralidades, bem como à disposição de Nonato e do movimento social por saúde e moradia de Cajamar. Na próxima semana, no dia 1ª, inaugura inclusive a nova sede regional da entidade na cidade. “Nosso espaço continua à disposição da luta sindical e social na região”, destaca Jurandir Franco, diretor sindical. A sede ficará em Jordanésia, na rua por trás do Ciretrans desse distrito.