Aumento real já ou as máquinas vão parar

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Charge: Trilho

Gráficos poderão decretar estado de greve a partir do próximo dia 11 de novembro, se não houver acordos na terceira e última rodada de negociações

Sem acordos na segunda rodada de negociações entre a Federação dos Trabalhadores Gráficos do Estado de São Paulo (FETIGESP) e o Sindicato Patronal (SINDIGRAF), realizada nesta terça-feira (28), as mobilizações da Campanha Salarial Unificada dos Gráficos deverá ser intensificada nos próximos dias.

Segundo o presidente da FETIGESP, Leonardo Del Roy, há possibilidade da categoria decretar estado de greve a partir do próximo dia 11 de novembro caso o setor patronal não apresente propostas na terceira e ultima rodada de negociação.

“Estamos em um momento decisivo da Campanha, precisamos unir forças e intensificar as mobilizações nas portas das fábricas. É muito importante que os trabalhadores gráficos apoiem as nossas ações para que possamos chegar com força na última rodada de negociação e conquistar melhorias para a categoria”, destaca o presidente da FETIGESP.

2ª RODADA DE NEGOCIAÇÕES

Na segunda rodada de negociações, os representantes do sindicato patronal ofereceram apenas o INPC e tentaram convencer a diretoria da Federação através de números de que a produção do setor está em queda, porém o assessor econômico da Federação, Miguel Huertas, desqualificou o pessimismo patronal e sustentou a possibilidade de avanços com aumento real.

“O ano de 2014 teve fatores sazonais que impulsionaram a produção das indústrias gráficas, como as eleições, onde a maior parte das despesas dos candidatos é com materiais gráficos, além disso, o aumento da exportação e diminuição da importação também contribuíram para o fortalecimento das indústrias nacionais e impulsionaram o setor”, destaca Huertas.

A prática da rotatividade nas empresas, que cresceu 82% em 2013, mais uma vez foi discutida na mesa de negociação. Para o assessor econômico da Federação as empresas utilizam essa prática para diminuir as despesas da folha salarial, porém prejudicam os trabalhadores e a representatividade da categoria.

A categoria gráfica reivindica 6% de aumento real e 100% da inflação acumulada no período de 1º de novembro de 2013 e 31 de outubro de 2014, além da manutenção de cláusulas preexistentes na Convenção Coletiva. Os gráficos também querem uma solução para a rotatividade nas empresas, que cresceu 82% em 2013.