POVO NA RUA INVIABILIZARÁ REFORMA PREVIDENCIÁRIA E TRABALHISTA DO TEMER, QUE, ACUADO, AMEAÇA REAGIR

Nesta quarta-feira (15), antes mesmo do grande ato de encerramento do Dia Nacional de Paralisação, ocorrido às 19h, a avenida Paulista em São Paulo estava ocupada por 250 mil pessoas que se uniram para protestar contra as Reformas da Previdência e Trabalhista propostas pelo governo Temer. Mais uma vez, o local foi tomado pelos movimentos sindical e sociais, inclusive por dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores Gráficos de Jundiaí e Região, que partiu para a Paulista depois de ter participado do protesto no centro de Jundiaí. As grandes manifestações de rua do povo também tomaram a maioria dos estados brasileiros e mais o Distrito Federal. Em todo o país, mais de um milhão de pessoas se manifestaram contra as propostas do Temer. Portanto, as vozes das ruas inviabilizarão a continuidade destas reformas. Apesar disso, Temer anunciou que tentará neutralizar os protestos da população e evitar pressões sobre a sua base aliada de deputados federais que votarão estas reformas reformas. Contudo, o governo já temer a ampliação dos protestos do povo, que serão ainda maiores diante da revolta da sociedade e sobretudo ampliada com o envolvimento deste governo e seus aliados com a corrupção, da qual vários ministros e parlamentares da sua base aliada, que defendem as reformas, estão sendo agora listados na nova relação da Lava Jato que a Procuradoria Geral da República enviou  ao Supremo Tribunal Federal esta semana. 

Temer não comentou os protestos em mais de 20 capitais contra a reforma da Previdência e trabalhista, mas defendeu a “urgência” da reforma. Porém, ele avalia a possibilidade de gravar um pronunciamento para explicar a reforma da Previdência. O pedido foi encaminhado a ele por deputados da base aliada, que pedem ao governo para arcar com o ônus da reforma. Os parlamentares estão sendo pressionados por corporações para que se posicionem contra as mudanças na concessão dos benefícios e querem que Temer vá à TV para explicar o que está em jogo. Todos os gráficos inclusive podem enviar e-mails (lista aqui) para os deputados federais paulista pedido que votem contra a reforma. Contudo, vale ressalta que até a Justiça está de olho nestas questões publicitárias do governo Temer em relação a reforma.  Justiça suspendeu ontem (15), anúncios do governo sobre reforma da Previdência já veiculados. A liminar abrange todas as mídias em que propagandas têm sido veiculadas. E define multa para descumprimento de R$ 100 mil por dia. Cabe recurso. A ação civil pública foi proposta por nove sindicatos do Rio Grande do Sul, que argumentam que a campanha configura publicidade enganosa, além de não informar sobre custeio e gestão das verbas da seguridade pública.