PRESSÃO DOS GRÁFICOS E DOS DEMAIS DEMITIDOS DA EDITORA ABRIL COMEÇA A SURTIR EFEITO. É SÓ O COMEÇO!

Nesta terça-feira (25), dias depois que centenas de gráficos, jornalistas, administrativos e distribuidores demitidos da editora Abril realizaram um protesto na empresa diante da falta dos deveres patronais, fazendo com que a empresa iniciasse o pagamento de pequena parte das dívidas, será realizada uma audiência pública para tratar do tema na Assembleia Legislativa do Estado de SP. A Federação Paulista da Classe (Ftigesp) convida todos 1,5 mil demitidos que ainda não receberam todas as suas verbas rescisórias. O evento, de iniciativa do deputado Carlos Gionnazi, começa às 19h. É relevante ainda que os prejudicados pela editora se atentem para não perderem o prazo da revisão sobre o cálculo de cada dívida que dever ser enviado para do administrador judicial da Abril até quinta-feira. Peguem o formulário elaborado pelos sindicatos e enviem todos os questionamentos para o e-mailajcomunicacao©deloitte.com.#PAGACIVITA Ainda falta muito para pagar os R$ 110 milhões de todos. A pressão começa a dar resultados. Veja a carta aberta à família Civita

O Sindicato dos Gráficos de São Paulo está mantendo plantão na sede da entidade para orientar os trabalhadores da classe sobre o envio dos documentos para a Deloitte (empresa responsável pela recuperação judicial da Abril), indicando inclusive observações que, no geral, devem constar no documento, específico para quem foi demitido antes do dia 6 de agosto (AQUI) e após essa data (AQUI). O prazo acaba nesta quinta.

O tempo também está curto para que todos os demitidos enviem para os sindicatos envolvidos a procuração para que o setor jurídico deles possam representá-los na 1ª assembleia dos credores da recuperação judicial da Abril, que será realizada na próxima semana, no dia 2 de outubro. Contudo, as procurações devem ser enviadas até o final deste mês de setembro. Tais encaminhamentos foram definidos na reunião da comissão dos demitidos com a empresa responsável pela administração judicial. Veja AQUI todos as tratativas.

Embora a empresa começou a pagar uma pequena parte de suas dívidas trabalhistas, somente depois de muita pressão dos demitidos e sindicatos envolvidos, a Ftigesp chama a atenção de todos demitidos, que ainda não receberam tudo o que tem direito. “Devemos manter a vigília e a cobrança atuante”, diz Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp. Até o momento, a empresa começou a pagar parte das verbas rescisórias dos 800 demitidos a partir do último dia 6 de agosto, mas não mais pagou aos 700 demitidos anteriormente a esta data e que têm muitas pendências nos pagamentos.

Após a forte manifestação embaixo de chuva há alguns dias na frente da empresa, com trânsito interrompido, a Abril decidiu pagar parte da dívida. Decidiu liberar o pagamento, antes negado, de até 70% de parte da verba rescisória dos 800 demitidos a partir de 6 de agosto que tinham direito até R$ 15 mil. Porém, como grande parte tem décadas de trabalho no local, o valor do débito é bem superior. Neste caso, independente do valor, a editora se comprometeu a pagar R$ 15 mil para cada, sem nada explicar como fará pra quitar o restante. Ademais, não especificou como será feito o pagamento da multa indenizatória no valor de 40% do FGTS de cada um dos 800 demitidos a partir de 6 agosto, tampouco quando ela retomará o pagamento das verbas rescisórias parcelados dos 700 demitidos antes.

A Ftigesp aproveita para reforçar a necessidade de que cada demitido envie a procuração para o sindicato representa-lo na assembleia de credores. A entidade solicita ainda que todos revisem os cálculos de débitos do trabalhador elaborada pela empresa responsável pela recuperação judicial da editora. Termina nesta quinta-feira. Caso os números não batam, os quais jamais baterão porque não consta, por exemplo, a multa no valor de um salário nominal pelo não pagamento da verba rescisória em 10 dias depois da demissão, conforme prevê a lei trabalhista, o demitido deverá acrescentar e enviar ao e-mail da Deloitte já informado. Parte dos gráficos ainda terão de inserir mais um salário nominal devido a demissão, após contar o aviso-prévio, no mês anterior a data-base da categoria. O prazo para fazer estas inclusões e demais correções acaba nesta quinta-feira. Pegue o formulário e enviar seus questionamentos. A luta continua. #PAGACIVITA

FONTE: FTIGESP