PREVENÇÃO DA PLR E DA EQUIPARAÇÃO SALARIAL DOS GRÁFICOS DA NOVAPRINT É REALIZADA PELO SINDICATO

Nesta semana, uma reunião com a gráfica NovaPrint, situada em Atibaia, deve ser realizada para tratar da equiparação salarial dos funcionários. O encontro foi solicitado pela sindicato da classe (Sindigráficos) diante  das denúncias dos trabalhadores de que há problemas neste quesito. Já a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos empregados, direito contido na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da classe, que teve problemas para ser pago no ano anterior, foi previamente cobrado este ano pelo sindicato e pago há poucas semanas dentro do prazo correto. Havia denúncias, assim como a equiparação salarial, de que poderia ter problemas. Resta a NovaPrint reunir-se com sindicalistas e mostrar que os salários com base nas funções também estão adequados pela lei.

“Trabalho igual carece de salário igual. Isso é a equiparação salarial que precisa ser seguida de acordo com a lei, atendendo critérios objetivos de mérito e antiguidade do profissional”, diz Luis Carlos Laurindo, advogado do Sindigráficos.

Em síntese, o jurista explica que é preciso observar se na mesma função é similar a capacidade produtiva e qualificação entre os profissionais em análise, bem como se estes não possuem entre si uma diferença de tempo de serviço na empresa superior a dois anos.

Em outras palavras, com função e mérito iguais e tempo de diferença no serviço inferior a dois anos entre os profissionais em análise, deve-se, em tese, garantir a equiparação salarial.

“Infelizmente, isso não ocorre, sobretudo em micro e pequenas gráficas, pois estas não costumam ter um Plano de Cargos, Salário e Carreira – “conjunto de regras e normas, que estabelece os mecanismos de gestão de pessoal das empresas, avaliação e movimentação na carreira profissional e no salário”, fala Laurindo. Sem a equiparação, a desmotivação do profissional é grande e com efeito negativo na produtividade da empresa, com pleno prejuízo.

“A equiparação salarial não é uma opção do patrão, mas uma obrigação legal. Não se pode fazê-lo por critérios subjetivos, ou seja, por empatia das chefias aos trabalhadores, por bajulação destes mesmos, ou etc.”, alerta Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos.

O dirigente espera que a NovaPrint cumpra a afirmação feita, na última semana, comprometendo-se em se reunir com sindicalistas sobre a questão até esta sexta, a fim de previamente evitar demanda judicial perante possível irregularidade.

O Sindigráficos alerta ainda aos gráficos do local de que é necessário se organizar mais em torno da entidade de classe para evitar e garantir os seus direitos, bem como contribuir para fortalecer a categoria na região.