PRÉVIA DO 1º DE MAIO DA RESISTÊNCIA É COM GREVE GERAL HOJE EM DEFESA DA GARANTIA DOS DIREITOS

Nesta segunda-feira (1º), celebra-se o Dia Internacional do Trabalhador – data que remonta aos bravos gráficos e demais operários de Chicago (EUA) que foram mortos em defesa dos direitos da classe trabalhadora. Desde então, o 1º de maio tornou-se referência mundial para todos que lutam por justiça social no ambiente profissional, que passa por salários e direitos justos. Contudo, diante do quadro atual onde os trabalhadores brasileiros enfrentam uma forte onda ultraneoliberal que ataca direitos trabalhistas consolidados há décadas, visto através da aprovação ontem da reforma das leis do trabalho que retira mais de 100 direitos da CLT, o 1º de maio de 2017 encobre-se de uma conotação da retomada de forte luta de classe – aquela que o empregado precisa brigar por seus direitos. É por isso que milhões de brasileiros aderirão hoje à greve geral, como no passado, reeditando a defesa da manutenção de seus justos direitos.

“Lembraremos hoje os heróis do 1º de maio durante toda a greve geral. Será a prévia do Dia Internacional do Trabalhador. Esta é a melhor das homenagens a quem já deu a vida em defesa dos direitos trabalhistas: a classe trabalhadora, incluindo gráficos, voltando a cruzar os seus braços contra a opressão dos setores empresariais e políticos que visam baixar e retirar nossos salário e direitos”, diz emocionado Luis Carlos Laurindo, advogado do Sindicato dos Operários Gráficos de Jundiaí e Região (Sindigráficos). O jurista é objetivo ao dizer que hoje, verdadeiramente, encobre-se do espírito do que foi e é o Dia Internacional do Trabalhador: data para se refletir e lutar pela garantia dos direitos e pela justiça social. É por isso que milhões devem aderir a greve contra a reforma do Temer e de seus aliados congressistas que visam fazer justamente o contrário ao proporem o fim de direitos e proteções aos trabalhadores no Brasil.

“O foco da classe trabalhadora nesta sexta deve ser total na greve geral. Está sim é a materialização do que simboliza o 1º de Maio. E seguindo esta finalidade de reflexão e luta, convocamos gráficos e demais classes  para na segunda-feira, data exata do Dia Internacional do Trabalhador, todos participarmos na Av. Paulista, na capital paulista, do 1º de Maio da Resistência, organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT)”, convida entusiasmado Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

“Se hoje o trabalhador e os desempregados acham que a situação está difícil, ela poderá ficar pior se não lutarmos e refletirmos hoje e segunda contra a reforma previdenciária, trabalhista e terceirização do trabalho”, ressalta Valdir Ramos, dirigente do Sindigráficos. O Dia do Trabalhador nunca foi um dia de festa, pois os direitos ainda não foram conquistados, muito menos a justiça social. O 1º de maio é um dia para reflexão e luta da classe trabalhadora. Portanto, é um dia para brigar contra o fim da aposentadoria e contra a retirada dos direitos trabalhistas. Fora Temer!!!

Valéria Simionatto, diretora do Sindigráficos, aproveita o contexto para lembrar à categoria que 1º de maio não é Dia do Trabalho, como muitos empresários e a mídia tentam passar tal ideia. O dono do trabalho é o patrão. Portanto, se fosse o dia do trabalho, seria o dia dos empresários.A próxima segunda é Dia Internacional do Trabalhador. É o dia de quem trabalha. E esta data apenas existe porque no passado os trabalhadores gráficos e outros profissionais morreram em busca da garantia de seus direitos. Os mesmos direitos que eram negados no passado, e que o governo Temer e seus congressistas aliados querem retirar agora por meio da alteração de mais de 100 direitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a exclusão da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).