PRIMEIRA LINHA É FLAGRADA E AUTUADA PELO MINISTÉRIO DO TRABALHO POR AMEAÇA A SAÚDE E SEGURANÇA DE GRÁFICOS

 

Na última semana, o Ministério do Trabalho enviou para o Sindicato dos Gráficos (Sindigráficos) uma documentação onde demonstra que havia irregularidades na produção da gráfica Primeira Linha em Atibaia. Houve uma fiscalização na empresa onde constatou problemas em relação à saúde e à segurança dos trabalhadores, conforme a entidade sindical já  informava. O sindicato buscava resolver o problema faziam meses, mas como a gráfica mantinha a falha e não quis negociar espontaneamente, a entidade acionou o Ministério e também a Vigilância Sanitária do local.

Embora a empresa pague adequadamente a insalubridade e forneça os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), as máscaras utilizadas não têm sito capazes de bloquear o forte odor de produtos químicos usados na produção, conforme as denúncias dos trabalhadores ao sindicato. “O odor é muito forte, prejudicando a saúde deles”, ratifica Jurandir Franco, diretor sindical que atua no caso há meses. Ele fez a denúncia na sede da Vigilância Sanitária de Atibaia e também no Ministério do Trabalho.

Os primeiros resultados práticos da ação sindical começam a surgir no caso. Os auditores fiscais do Ministério do Trabalho constataram falhas. A empresa foi notificada no primeiro momento. E a fiscalização continua em aberto enquanto a empresa não concluir as adequações orientadas pelo órgão público. “O sindicato continua acompanhando a situação e se mantêm à disposição dos trabalhadores do local e também da empresa caso queira sanar o problema de forma onde respeite a representação dos gráficos da região”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato.

Além de acompanhar a conclusão deste procedimento do Ministério do Trabalho, o Sindicato também buscará respostas da Vigilância Sanitária sobre o caso até que seja devidamente adequada em conformidade com a lei e também em respeito à saúde e à segurança da categoria gráfica.  Jurandir lembra que a Vigilância Sanitária pode até interditar empresas em caso de graves violações, além de sanções administrativas e multas. Já o Ministério do Trabalho também pode aplicar sanções, multas e etc.