PROCURA-SE A BILLPRESS. EMPRESA FECHA SEM COMUNICAR. FALIU OU MUDOU DE LOCAL? QUEM SOUBER ALGO DENUNCIE

Ninguém no distrito industrial em Itupeva, local onde a Billpress funcionou por muito tempo, soube informar o paradeiro da gráfica ao Sindicato dos trabalhadores da classe (Sindigráficos). A empresa simplesmente sumiu do mapa. O problema é que desapareceu e a entidade sindical não sabe como ficou os direitos dos trabalhadores do local. O fato concreto é que a Billpress havia entrado em recuperação judicial meses depois de um novo grupo econômico ter assumido a administração e prometido crescimento.

“Orientamos sobretudo aos gráficos da Billpress que nos comunique algo para que possamos agir em defesa de seus direitos. Ainda mais quando o FGTS dos profissionais apresentava problemas no pagamento há vários anos”, explica Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. Também havia pendências na PLR, no pagamento de verbas rescisórias e etc. A gráfica havia feito até acordos direto com seus gráficos para o pagamento, mas descumpriu logo que entrou com o processo de recuperação judicial.

O problema é que agora está tudo fechado no local. O Sindigráficos foi lá em outubro e não há ninguém. Nada está funcionando. A empresa estava totalmente vazia. Ninguém atende nem mesmo telefone. Desse modo, a entidade não pode fazer nada em defesa dos gráficos. É necessário que o trabalhador comunique sobre a situação ou o paradeiro da Billpress, a exemplo de oficializar se fechou ou mudou de local de forma silenciosa.

O cenário atual é muito diferente do segundo semestre do ano passado, quando o novo diretor do grupo econômico, Alexandre Peccicacco, falou com dirigentes do Sindicato. Em reunião, naquela época, o diretor falava de expansão da empresa, de que haveria muitos clientes e servidos, já agendados para diversos meses adiante. Falava em elevar a produção das 10 mil toneladas de embalagem mensal em seis vezes. “Mas entrou em recuperação judicial e agora simplesmente sumiu”, critica Leandro.