PROCURADORA INVESTIGA SUSPEITA DE JORNADA EXCESSIVA DE 12H DIÁRIA NA CCL. SINDICATO QUER EXPLICAÇÃO DA GRÁFICA

Nesta quarta-feira (15), a CCL Indústries do Brasil decidiu que vai se reunir com os sindicalistas poucos dias depois de uma solicitação sindical para que a empresa de rótulos, etiquetas e embalagens em Vinhedo explique, com provas, se é real as denúncias contidas no processo do Ministério Público do Trabalho (MPT). O Sindigráficos busca saber se a empresa está mesmo extrapolando sua jornada de trabalho na linha de produção, conforme denúncia secreta que foi enviada pelo MPT à entidade. A procuradora federal Marcela Doria já abriu inclusive um processo para investigar a questão. A autoridade pediu ainda que o sindicato analise esta situação e dê a sua versão para o caso.
A denúncia diz que houve um aumento de trabalho na CCL, extrapolando até as 44 horas semanais e oito horas diárias (com mais duas horas extras diárias) permitidas pela lei brasileira. Revela que tem sido aplicada uma carga horária de 12 horas por dia de segunda a quinta, inclusive na sexta. A reclamação está no processo nº 001898.2020.015.000/4. A notícia do fato revela que a CCL tem aplicado uma jornada excessiva na produção desde maio, período em que nem todas as gráficas tiveram queda devido à pandemia, mas uma demanda maior de embalagens, rótulos e etiquetas para materiais de gêneros diversos, como alimentação e medicamentos.
“Nossa primeira intenção é escutar a empresa sobre o que ela tem a dizer e provar referente à notícia de fato da extrapolação de jornada de trabalho na linha de produção desde maio, período quando a denúncia sigilosa foi enviada e registrada na Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região – Campinas. Portanto, a partir do que for apresentado pela CCT para nós, emitiremos a nossa posição para procuradora federal até dia 25, conforme foi requisitado”, explica Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.
A reunião entre Leandro e outros dirigentes com a advogada da CCL, Solange será realizada às 14h por vídeo por conta da crise sanitária da covid-19. O sindicalista adianta que, além de argumentos que serão expostos pela representante da gráfica, é importante apresentar todos os relatórios de ponto de trabalho dos funcionários nestes últimos meses, principalmente desde quando começou esta pandemia em março. O sindicato aproveita para lembrar os gráficos do local da relevância de que estejam associados em sua autoproteção e o fortalecimento coletivo.