PROTESTOS DOS GRÁFICOS NESTA SEXTA EM JUNDIAÍ E CARAVANA À PAULISTA CONTRA TERCEIRIZAÇÃO LABORAL

Nunca as manifestações de ruas foram tão cruciais para buscar evitar o fim dos direitos dos trabalhadores como deseja Temer em sintonia com a sua maioria parlamentar no Congresso Nacional através da aprovação de legislações para desmontar a Previdência e as leis trabalhistas. Só a luta dos gráficos nas ruas e demais classes profissionais podem barrar tais ataques. Apesar da força do último protesto, 231 deputados aprovaram uma lei na última semana, contra a vontade popular, para transformar o trabalhador em subcontratado sem nenhum direito da sua Convenção Coletiva de Trabalho. Ou seja, sem PLR, cesta básica e mais 88 direitos no caso do gráfico do Estado.O trabalhador terceirizado também terá salário menor, maior risco de acidente e sem garantia de receber as verbas rescisórias depois de demitidos. É isso que representa a terceirização na prática, aprovado inclusive pelo único deputado federal da região Miguel Haddad (PSDB). Depende agora só da sanção presidencial para entrar em vigor. A fim de pressionar Temer para não aprová-la, inclusive ele já sinalizou que irá sancioná-la mesmo sendo tão prejudicial, o Sindicato dos Gráficos de Jundiaí e Região (Sindigráficos) participará e convoca a classe para aderir aos protestos nesta sexta (31) em Vinhedo, Jundiaí e na capital.

Nesta sexta (31), todos os trabalhadores devem aderir aos protestos para buscar evitar a sanção presidencial da lei da terceirização total do trabalho. Os gráficos da Emepê, CCL e Log&Print e outros profissionais de Vinhedo, no respectivo Complexo Industrial da cidade, devem participar das manifestações previstas para o local a partir das 4h. Não vacilem. A garantia dos seus 90 direitos contidos em cláusulas sociais e econômica da Convenção Coletiva de Trabalho, a exemplo da cesta básica, PLR e outros, dependem da sua participação. A partir das 9h, em Jundiaí, no Calçadão do centro, em frente ao banco Santander, haverá a concentração dos trabalhadores puxados pelo movimento sindical do município, inclusive o Sindigráficos. Todos precisam participar. Será realizada uma caminhada

Na sequência, a partir das 13h, o maior número dos gráficos precisam se concentrar na sede do sindicato. De lá sairão em uma caravana com todo o movimento sindical da região para a grande manifestação da Av. Paulista, na capital do Estado, que começará às 16h. Haverá transporte disponível. Quem quiser e puder ir no seu carro também é importante para engrossar a caravana em prol dos direitos da classe trabalhadora.

Só estes movimentos de rua, que serão realizados nesta sexta-feira (31), ao mesmo tempo em todo o Brasil, liderados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil e pela Intersindical, poderão preservar os direitos dos trabalhadores contra todos estes males contidos na terceirização e nas reformas previdenciária e trabalhista.

“Ratificamos que a liberação para as empresas começaram a demitir os seus gráficos e a terceirizar a sua mão de obra, com as precariedades aos direitos, depende só da assinatura do Temer, porque, infelizmente, os deputados federais, exatamente 32 do Estado de São Paulo (lista aqui), aprovaram na última semana”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, lembrando que, agora, apenas com o povo na rua para evitar que este mal seja concretizado. Gráficos: Não é hora de vacilar!

Além da terceirização, outros dois grandes ataques se aproximam. As reformas trabalhista e previdenciária do Temer, ou melhor, o desmonte das leis protetivas dos trabalhadores, serão votadas após a Semana Santa. Com isso, os gráficos trabalharão até morrer sem aposentadoria e laborarão com os salários e direitos menores. É oportuno lembrar que a reforma trabalhista permitirá a troca de contratos fixos de trabalho para as modalidades temporárias ou parciais com um tempo maior e sem a obrigatoriedade do piso salarial da classe e sem nenhum dos 90 direitos da convenção coletiva, como a PLR, cesta básica e o auxílio-creche. O advogado do Sindigráficos, Luis Carlos Laurindo, lembra que estes tipos de contratos não garantem nem estabilidade no emprego às profissionais gestantes e ainda isenta a empresa de pagar aviso-prévio e 40% do FGTS. É tudo um grande golpe que precisa de grande reação!