RAMI É VENDIDA. EX-DONOS DIZEM SER MELHOR PARA GRÁFICA. E COMO FICARÃO OS CONTRATOS DE TRABALHO DOS GRÁFICOS? SINDICATO BUSCA SABER

Nesta segunda-feira (26), dias após os donos da tradicional gráfica Rami informarem a venda da empresa depois de 41 anos em operação em Jundiaí, revelando que o novo proprietário fortalecerá os negócios, o Sindicato dos Trabalhadores (Sindigráficos) mostra preocupação relativa ao direito dos mais de 100 empregados do local. Mesmo havendo poucos sindicalizados na Rami, agora vendida ao Grupo baiano Bomix, como ficará o emprego, o contrato de trabalho e o cumprimento de um acordo de jornada firmado com o sindicato em favor dos profissionais? O sindicato acionou a gráfica.

O acordo firmado com a Rami garante para todos os seus trabalhadores o revezamento entre os três turnos de serviço de modo que todos possam se beneficiar do trabalho somente de segunda a sexta-feira em um desses turnos. Também garante que a empresa forneça o café da manhã na entrada do turno e, a depender da situação, até na saída do referido expediente. A ação sindical também garante o feriado do Dia do Gráfico para todos. E, caso trabalhe neste dia, a empresa tem de pagar 150% de hora-extra.

“O acordo coletivo está em vigor até o mês de julho do próximo ano. Como ficarão estes direitos com a venda da Rami para a Bomix? Como ficarão os demais direitos contidos nos contratos de trabalho desses gráficos? E em relação ao emprego deles?  A diretoria da Rami não falou nada disso no comunicado enviado ao Sindigráficos”, diz Leandro Rodrigues, presidente do sindicato da classe.  

O dirigente, por sua vez, entende que os direitos devem ser respeitados. O sindicato inclusive notificou a empresa solicitando uma reunião para se tratar dessas questões. Leandro alerta os trabalhadores para a situação e acrescenta: é fundamental que se unam e se fortaleçam neste momento junto ao Sindigráficos. SINDICALIZEM-SE coletivamente e o mais rápido.  

O Sindigráficos estava inclusive buscando negociar com a empresa uma melhoria no salário dos gráficos ainda para este ano quando descobriu a situação da venda da Rami para o grupo baiano que agora passa a ter 4 unidades industrias em Simões Filho (BA) e Jundiaí (BA), empregando mil trabalhadores.

“Só não entendi por que quando eu falei sobre o reajuste salarial dos gráficos com um membro da diretoria, na última quarta-feira (22), ele não falou nada sobre a venda. Descobri só um dia depois, através de um e-mail enviado pela empresa”, fala Leandro. De todo modo, reforça a urgência para que os trabalhadores saibam como ficarão seus contratos de trabalho, se serão mantidos pelo novo grupo a frente da Rami. Logo, o sindicalista destaca, ainda mais agora, a importância dos empregados se sindicalizarem. SINDICALIZEM-SE!