RECUPERAR PERDA SALARIAL E PROPOR ALGO PARA PLR DOS GRÁFICOS. SEM ISSO, SINDIGRÁFICOS NÃO FECHA CONVENÇÃO

Nesta segunda-feira (21), após semanas em silêncio depois de buscar se aproveitar ainda mais da pandemia para atacar a renda do gráfico, sendo rechaçado pelo Sindigráficos, o patronal decidiu retomar as negociações. Logo mais às 14h, de forma virtual, terá a 4ª tentativa de definição para a questão, que deveria ter sido resolvida desde 1º de setembro – data-base de referência anual para o reajuste salarial e renovação da convenção de direitos superiores à CLT dos 80 mil trabalhadores no estado. O Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região (Sindigráficos) adianta que está aberto para negociação, mas continua contra os ataques à renda e direitos econômicos da categoria. Portanto, apesar dos desafios trazidos pela pandemia, reconhecidos pelo Sindigráficos, a entidade não debaterá pautas de redução de direitos (como a diminuição do piso salarial de quase R$ 1,7 mil para R$ 1,2 mil, da hora-extra de 65% para 50% e do adicional noturno de 35% para 20%), mas exigirá uma recuperação das perdas salariais e alguma proposta para o pagamento da PLR da classe.

“O Sindigráficos não fechará qualquer acordo de renovação da convenção sem reajuste salarial e sem o pagamento da PLR, tampouco debaterá as afrontas ao piso salarial e direitos econômicos. Se o patronal alega crise, a qual reconhecemos em parte, ainda assim, precisa fazer uma proposta para recomposição salarial e uma sugestão diferenciada para pagamento da PLR, mesmo que não seja integral, caso leve em conta a pandemia de seis meses. O que não pode é se utilizar da pandemia contra os gráficos, que começou em março deste ano e não em 1º de setembro de 2019, para não garantir nada de reajuste salarial e nenhum pagamento da PLR. Portanto, o patronal precisa recuperar as perdas salariais dos gráficos e propor algo de PLR”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

O Sindigráficos já fechou posição e diz que não terá validade a 4ª rodada de negociação solicitada pelo patronal se este continuar com a tentativa de zerar o reajuste salarial e negar a PLR. “Volto a dizer, a pandemia está aí há seis meses e não um ano. Logo, não se pode simplesmente retirar a PLR da convenção. Tem que pagar. É preciso considerar o período sem crise e propor o seu pagamento e também garantir a recuperação salarial. Espero que o patronal tem marcado esta nova rodada para negociar de verdade, pois até agora não houve equilíbrio e ponderação”, diz Leandro.