REDOMA CORRIGE CESTA BÁSICA E ZERA BANCO DE HORAS ILEGAL COM ACERTO DOS PASSIVOS APÓS BLITZ SINDICAL

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Duas graves irregularidades foram corrigidas recentemente pela gráfica Redoma, em Cajamar, após queixas feitas ao sindicato laboral da classe (Sindigráficos), que fez blitz sistemática junto à empresa até a resolução da questão. Os trabalhadores recebiam vale-alimentação defasado com base no que trata a convenção da categoria. E muitos funcionários ainda foram obrigados  pela gráfica a receber sua hora-extra laborada através do ilegal banco de horas, proibido pela mesma convenção dos gráficos. O sindicato avaliação que a resolução só foi possível por meio de uma combinação entre a unidade dos trabalhadores, que denunciaram essas irregularidades a sua entidade de classe e a combativa atuação sindical. 

redo2A pressão dos trabalhadores e dos sindicalistas impediram que o vale-alimentação ficasse como estava. A reivindicação garantiu mudanças. A Redoma, mesmo que alegava dificuldades financeiras para aumentar o valor do benefício, terá agora de garantir a cesta básica com todos os produtos e a respectiva qualidade descrita na convenção da categoria. A cesta começa a ser distribuída no início do próximo mês. A empresa não teve como negar. Ou garantia a cesta em espécie, o que evita prejuízos aos trabalhadores mesmo que haja inflação nos preços dos produtos, ou aumentava o vale-alimentação para R$ 90, valor que equivale à soma de alimentos da cesta se comprar em supermercados de Cajamar, como determina da convenção dos gráficos do Estado de São Paulo.

redo3Não há outra meio de impedir ou corrigir a sonegação de direitos senão pela luta da classe trabalhadora, protagonizada pela ação dos gráficos presentes na sua empresa e daqueles que atuam dentro do sindicato. “E tal fórmula foi aplicada para barrar a sonegação de direitos na Redoma”,  pontua Marcelo Sousa, diretor do Sindigráficos que atuou firme no caso.

A fórmula ainda foi aplicada para sanar o problema do banco de horas praticado ilegalmente pela empresa. “A Redoma reconheceu sua falha e garantiu que não mais adotará tal irregularidade, bem como já acertou a pendência dessas horas com cada um dos 12 trabalhadores envolvidos na questão”, conta Jurandir Franco, dirigente sindical que também atuou no caso para impedir tamanho desrespeito as leis e aos trabalhadores. O sindicato antecipou que vai à Justiça se o problema voltar a ocorrer, bem como pedirá fiscalização do Ministério do Trabalho e fará pressão sindical e estimulará a mobilização dos trabalhadores da empresa. A Redoma, por sua vez, garantiu que pagará sempre a hora-extra vigente.