REPLETA DE MOFO, GRÁFICA LEAL EM BRAGANÇA, AMEAÇA SAÚDE DE FUNCIONÁRIOS E SONEGA PLR DESDE 2014

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No próximo dia 5 de abril, todas as gráficas do estado devem pagar um salário maior de 3,11%. O piso salarial normativo sobe de R$ 1.370,60 para R$ 1.414.60. Os empresários devem pagar também a 1ª parcela da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) no valor que variará de R$ 302,86 a R$ 445,40, a depender do número de funcionários na empresa. Porém, durante blitz do sindicato da classe (Sindigráficos) em Bragança Paulista na semana passada, descobriu que a Gráfica Leal não pagou a PLR em 2015 e há suspeitas de que deve o benefício no ano anterior, conforme aponta denúncias. Além disso, as paredes da empresa estão repletas de moro e ameaça a saúde dos funcionários. O Sindigráficos verificou o fato presencialmente no local. O prazo para o proprietário da gráfica apresentar o dia para o pagamento das PLRs antigas, bem como  ações para corrigir o problema da falta de higiene na empresa devem ser postos na próxima segunda-feira (28), durante reunião no sindicato.

hermesb“Não aceitaremos desculpas com ausência na reunião, ou outras ações para postergar o anúncio da data do pagamento das PLRs em atraso”, adianta Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos que esteve na blitz na empresa em Bragança Paulista. Se a empresa continuar sem cumprir sua obrigação de pagar a PLR, como determina a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, o Sindicato já decidiu que encaminhará logo para a instância jurídica onde protocolará uma ação de cumprimento, o que fará a gráfica pagar, de todo jeito, além de outros ônus financeiros.

Franco lembra que a Gráfica Leal há poucos anos atrás também deixou de pagar a PLR e não pagava o reajuste salarial dos gráficos. Na época, o Sindigráficos interviu e levou o caso para o Ministério do Trabalho, o que fez o empresário garantir as suas obrigações legais.

LEAL3O mofo deu   

Os gráficos da Leal têm trabalhado em ambiente bastante insalubre. O local é bem úmido, ainda mais agora com as últimas chuvas, além de haver muito lodo e mofo nas paredes da empresa, ameaçando a saúde dos funcionários. “Ou corrigi isso imediatamente, ou denunciamos ao Ministério do Trabalho, que deve fechar o local ao fiscalizar o ambiente tamanha a situação degradante”, realça Franco. O dirigente relata que mal consegui sentir cheiro do papel e da tinta, só o forte odor do mofo.