RUBIMAR TERÁ DE PROVAR QUE SÓ DOIS DOS EMPREGADOS SÃO GRÁFICOS APÓS TENTATIVA DE NEGAR DIREITOS A TODOS

Nesta terça-feira (18), donos da Decalcomania Rubimar, acompanhados do seu escritório contábil, precisarão provar no Ministério do Trabalho em Campinas que houve a radical redução de gráficos para dois profissionais, ou pagar todos direitos da classe aos demais profissionais lá presentes. A empresa usou tal argumento do reduzido número de gráficos há poucos dias durante a primeira reunião no órgão público depois que o Sindicato da classe (Sindigráficos) cobrou dela os comprovantes do pagamento da PLR, cesta básica e do piso salarial com base na convenção coletiva da categoria. Para a surpresa da entidade sindical e até mesmo do contador da empresa, os demais profissionais da Rubimar, mesmo que atuando na produção gráfica, foram ineditamente considerados de outras categorias.

A Rubimar alega que só dois são gráficos porque os demais trabalham na empresa de venda online de seus produtos, chamada Art Home, que fica na mesma instalação, mas não atuam na produção gráfica. Porém, muitos desses supostos funcionários da Art Home garantiram ao Sindigráficos já ao longo de anos que atuam também na produção, sendo eles gráficos. O fato surpreendeu até mesmo o representante do escritório contábil da empresa, adiantando que não atua com irregularidades e comprometeu-se a convidar os donos da empresa para esclarecem todas controvérsias na segunda reunião com o Sindicato amanhã no Ministério do Trabalho.

O escritório garantiu que tudo será resolvido. O Sindigráficos solicitou que o esclarecimento se dê através da apresentação dos holerites de todos os empregados dos últimos dois anos, além da presença dos donos da Rubimar e da Art Home. Mas também uma comprovação documental de todas as atividades desenvolvidas pelas empresas, bem como se existem trabalhadores com desvios de funções, com duplicidade de trabalho entre as empresas, além do devido enquadramento sindical de cada um deles.

“Se a surpreendente nova contradição continuar mesmo após a reunião de amanhã, caso a empresa não demonstre documentalmente o número real de gráficos com o cumprimento dos direitos, não hesitaremos de pedir uma fiscalização do Ministério do Trabalho na Rubimar para apurar esta e outras questões”, diz Jurandir Franco, diretor sindical que atua no caso. O dirigente aproveita para convocar todos os gráficos do local e da região para se associarem e fortalecerem o sindicato para da defesa da classe.