SEM EMPREGO E DIREITO: MESMO COM TEMER, PAÍS PERDE MAIS VAGAS DE EMPREGO E ELE AINDA QUER TIRAR DIREITO

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O emprego com carteira assinada prossegue em queda no país. Em junho foram fechados 91.032 postos formais. O Sudeste apresentou a maior perda, de 47.524 postos com carteira. Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho indicam o encolhimento do mercado de trabalho formal atingido pelos efeitos da recessão econômica. Além de não conseguir frear o desemprego, o presidente interino Temer, com seu projeto Ponte para o Futuro, poderá ampliar ainda mais dificuldade para os trabalhadores com seu desejo de flexibilizar direitos trabalhistas e dos aposentados, como já anunciou que não teme tomar tais medidas impopulares e que quer aprová-las até o final deste ano. 

temerAté junho, os desligamentos de trabalhadores foi maior do que as contratações. Em quatro das cinco regiões, apenas o Centro-Oeste registrou o aumento de 3.110 empregos, desempenho alavancado pelas atividades do agronegócio. O Sudeste apresentou a maior perda, de 47.524 postos com carteira, influenciado principalmente pelo fechamento de 18.558 vagas na construção civil e de 10.549 no comércio varejista. O Nordeste eliminou 16.223 empregos com carteira no mês. Entre os estados, Minas Gerais apresentou desempenho positivo com a criação de 4.567 vagas com carteira. São Paulo liderou o resultado negativo com a eliminação de 29.915 postos formais em junho.

O setor de serviços, um dos que mais emprega no país, eliminou 42.678 vagas formais no mês, com o desempenho negativo de serviços de comércio e administração de imóveis, cuja perda foi de 18.022 postos. Enquanto a indústria de transformação prosseguiu ladeira abaixo com o fechamento de 31.102 postos com carteira, puxado pelos ramos de produtos alimentícios (-5.586), metalúrgica (-5.301) e mecânica (-4.392). No comércio foram reduzidas 26.787 ocupações formais, cuja perda foi liderada pelo comércio varejista com o corte de 22.050 postos.

O economista e consultor Écio Costa destacou a construção civil como o setor mais atingido pelo desemprego nos últimos meses no Brasil. Segundo ele, a perda de postos de trabalho se deve à queda de 25% da atividade econômica no setor entre 2014/2015 e de 15% no comparativo entre junho de 2015 e junho de 2016. Em sua opinião, a situação do setor poderá reverter neste segundo semestre com a retomadas dos investimentos.

FONTE: Com informações do DP