SEM REAJUSTE SALARIAL APROVADO HÁ 10 MESES, OS GRÁFICOS DO JORNAL DE ITATIBA BUSCAM O SINDICATO

Apesar de, infelizmente, todos impressores do Jornal Itatiba terem sido demitidos há um ano, depois do fechamento do parque gráfico, ainda restam 10 gráficos do setor de pré-impressão, responsável pela criação diária do exemplar que passou a ser impresso no Jornal de Jundiaí (JJ). Porém, os salários desses gráficos estão sendo atacados pela empresa. Desde outubro de 2016, não recebem o reajuste salarial de 8%, definido para todos os jornais do interior. O caso, porém, só foi denunciado agora pelos trabalhadores para o Sindicato da categoria (Sindigráficos). Além disso, teve queixas do não pagamento da PLR, assédio moral e prática de banco de horas ilegal – desmando patronal já combatido há 13 anos.

Na última campanha salarial, o reajuste do gráfico dos jornais foi de 8%, sendo aplicado em duas parcelas iguais de 4% em 1º de outubro/16 (data-base) e em 1º de fevereiro/17. O Jornal de Itatiba descumpriu e os funcionários estão com o salário desfalcado. Em fevereiro, por exemplo, o piso dos gráficos com menos de um ano em qualquer jornal do interior de SP deveria ser de R$ 1.2 mil; e para quem tem mais de 12 meses, o menor devia ser R$ 1.380. Os salários maiores deveriam elevar em 8%.

Uma nova campanha salarial já deve iniciar e nada disso ocorreu para os gráficos do jornal de Itatiba, que ficaram em silêncio todo esse tempo. “Aproveitamos o caso para convidar esses trabalhadores prejudicados para nos reunirmos e tratarmos dessa e mais falhas agora denunciadas, bem como decidirmos os objetivos da nova campanha salarial do setor e da urgência de se sindicalizarem”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, que já prepara uma notificação para acionar a empresa.

Na pauta com o jornal, além da correção imediata do salário da classe e do pagamento dessa diferença salarial de 8% desde outubro de 2016, o sindicalista cobrará o pagamento de R$ 420 para cada gráfico. O valor é relativo ao não pagamento da 1ª parcela da Participação nos Lucros e Resultados no último dia 5 de março. O órgão aproveitará para dizer que em 5 de setembro vence o limite para pagar a 2º parte com igual valor – prazo que deve ser respeitado por todos os jornais do interior do Estado.

Outro problema que voltou a ocorrer no jornal é o banco de horas ilegal, conforme as denúncias, e que será questionado pelo Sindigráficos. “Há 13 anos isso foi verificado e sanado após nossa cobrança”, diz Jurandir Franco, diretor do sindicato que atuou neste caso. O dirigente conta que o problema atual é maior, pois para sonegar o pagamento em dinheiro da hora-extra dos gráficos no horário noturno e finais de semana e feriados, as queixas apontam que a empresa comete o crime do assédio moral, obrigando-os a fazer a hora-extra por banco de hora ou pedir demissão.