SEM VAGAS EM UTI, MÉDICO EM SP PASSA DECIDIR QUEM VIVE OU MORRE DE COVID-19. ENQUANTO ISSO, NOVO MINISTRO DA SAÚDE SEGUE BOLSONARO E QUER O POVO NA RUA

Médicos do Instituto de Infectologia Emílio Ribas já têm de escolher, mesmo que “indiretamente”, qual paciente irá ou não para um leito de UTI para o tratamento da covid-19. A afirmação foi feita hoje por Jaques Sztajnbok, médico supervisor da UTI do Emílio Ribas, em entrevista à GloboNews. Sztajnbok explicou que o hospital, referência no tratamento de doenças infectocontagiosas em São Paulo, tem 30 leitos de UTI  e todos ocupados desde anteontem. Um novo paciente, portanto, só pode ser admitido quando um leito fica vago, seja por alta ou por óbito de outra pessoa.  Ignorando os hospitais no limite e a vida humana, o novo ministro da Saúde de Bolsonaro, Nelson Teich quer o fim de isolamento social.
“Quando eu tenho zero vagas e olho [no sistema] que há seis solicitações para uma vaga, a situação já se delineia. Quando aparece uma vaga e essas mesmas 6 solicitações continuam lá, essa escolha acaba sendo indiretamente efetivada. Mesmo sem a dramaticidade de estar com os dois pacientes na minha frente, com um único aparelho”, disse Sztajnbok.
Ignorando os hospitais no limite e a vida humana, o novo ministro da Saúde de Bolsonaro, Nelson Teich quer o fim de isolamento social. Ele mostrou nesta quarta-feira (22/4) as mudanças que promoverá para fazer valer as prioridades do presidente Jair Bolsonaro na condução da crise da Covid-19. Teich defendeu uma diretriz para que estados e cidades possam retornar do isolamento, e reforçou que não há como um país sobreviver um ano parado.
FONTE: Com imagem de ESO e informações do UOL e do CB