SERIMAX FALTA REUNIÃO NO MTE E FISCAL DO TRABALHO IRÁ ATÉ A EMPRESA; PATRÃO SERÁ ACIONADO NA JUSTIÇA

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Um duro golpe receberá a empresa Serimax, na cidade de Itatiba/SP, por não ter ido ao Ministério do Trabalho (MTE) para dar explicações de possíveis irregularidades denunciadas pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí e Região (Sindigráficos). A empresa agora será fiscalizada por fiscais do Trabalho. Esta foi a decisão tomada diante da sua falta ao encontro no órgão público na quarta-feira (22). A solicitação foi feita pela entidade de classe. Com isso, multas poderão ser aplicadas se forem verificadas as queixas protocoladas, a exemplo do não fornecimento de cesta básica mensal, atrasos no pagamento do PLR e nos salários mensais e falta das multas pelo atraso. Além disso, com base no recente entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), o sindicato pode, automaticamente, entrar com uma ação na Justiça no lugar dos gráficos sindicalizados que laboram na empresa. A ação tem como objetivo fazer a Serimax pagar todas as pendências com estes funcionários nos últimos cinco anos, inclusive todas as multas por atraso no pagamento do salário e o descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. A maioria dos gráficos na Serimax já são filiados.  Todavia, o sindicato entrará com a ação no final de agosto – tempo dado para os demais funcionários se filiarem, caso queiram ser beneficiados. 

serimax2“O dono da Serimax não foi até ao Ministério do Trabalho, mas fiscais do MTE vão até a empresa a procura de irregularidades, caso existam”, antecipa Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. Se depender das queixas dos funcionários da empresa, várias irregularidades serão encontradas. E uma multa será aplicada para cada uma verificada. O não fornecimento da cesta básica, que é uma cláusula da Convenção da categoria, é um dos motivos que levará a notificação do proprietário.

O empresário tem feito de tudo para se livrar do sindicato, mas não poderá se esconder para sempre, pois a entidade defende a lei trabalhista, que o patrão é obrigado a cumprir, mesmo se continuar tentando fugir delas.

serimax1 - CopiaO primeiro encontro da empresa será com a fiscalização do Ministério do Trabalho, solicitada pelos sindicalistas gráficos, depois da ausência da Serimax da mesa de negociação na última semana no MTE.

Outro encontro previsto deve acontecer na Justiça do Trabalho. O sindicato já se prepara para entrar com uma representação judicial em favor dos gráficos sindicalizados.

“A empresa será então acionada na instância do Poder Judiciário, já que não quer cumprir com as suas obrigações de patrão”, diz Rodrigues. O dirigente conta que o sindicato entrará como substituto processual dos sindicalizados automaticamente, graças ao novo entendimento do STF, em relação ao mérito do legítimo interesse e autonomia da entidade de classe para representar sua categoria.