SERVCAMP, EM VALINHOS, ATRASA SALÁRIO E DEIXA DE PAGAR A MULTA OBRIGATÓRIA, PREJUDICANDO GRÁFICOS

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Apesar de se mostrar incomodada com a comunicação do Sindicato dos Gráficos de Jundiaí (Sindigráficos), que passou a dar mais visibilidade a luta sindical e dos trabalhadores contra as irregularidades dos patrões, a empresa Servcamp, em Valinhos, mantém certas falhas lá existentes e questionadas pela entidade de classe. Ainda não resolveu os atrasos no depósito do FGTS de gráficos e tem pendências com verbas rescisórias de ex-funcionários desde o ano passado. E, agora, atrasou por dois dias o salário (do último mês) dos empregados. A gráfica até alertou que isso poderia ocorrer em face a suas dificuldades financeiras. Mas, sua justificativa não a isenta de ter que cumprir a cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho da classe, obrigando-a a pagar uma multa por cada dia de atraso.    

servcamp2“Alguém pode até dizer que pode parecer bobagem o sindicato brigar por dois dias de atraso no salário do gráfico, mas não é mesmo”, pontua Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. A multa por dois dias corresponde a R$ 90 no bolso do trabalhador. O valor serve para amenizar o prejuízo que o profissional deve enfrentar por pagar suas dívidas atrasadas, já que recebeu o salário atraso. A multa também serve para moralizar o setor gráfico, a fim de penalizar financeiramente o empresário, fazendo com que ele garanta o pagamento salarial na data certa. O valor diário da multa é calculada com base no piso salarial. Basta dividir por 30. O piso hoje é de R$ 1.370,60 e o valor da multa diária é de R$ 45,69. A partir do salário de março, o piso aumentará para R$ 1.414,60. Com isso, o valor da multa também aumentará, ficando em R$ 47,15.

“Como a Servcamp pagou o salário de dezembro no último dia 7, dois dias após o prazo limite, a empresa deve a cada empregado R$ 91,38”, explica Jurandir Franco, diretor do Sindicato. O assunto já foi colocado para a empresa resolver, que, por sua vez, pediu um tempo para sanar o caso. Todavia, o Sindigráficos antecipa que, se não resolver isso logo, incluirá a questão na relação de irregularidades trabalhistas da empresa, a qual será tratada em reunião no Ministério do Trabalho em Campinas. Na ocasião, ainda sem data definida pelo órgão público, os sindicalistas cobrarão explicações e resoluções para o pagamento do FGTS de seus gráficos e de verbas rescisórios dos empregados já demitidos.